05 agosto 2022

Lições na adversidade

 

por Charles R. Swindoll

Gênesis 37:5-35

Esta é uma boa ocasião para lembrar várias lições que podemos aprender com a família de Jacó e a adversidade de José.

A primeira é óbvia. Inimigo algum é mais sutil que a passividadeQuando os pais são passivos, eles até conseguem disciplinar, mas, até que isso ocorra, a reação procrastinada geralmente explode na forma de ira. A passividade espera até o último momento e, quando finalmente se manifesta, o faz com toda agressividade! Nesses casos, os filhos não são disciplinados, mas brutalizados. A passividade não só nos cega para o aqui e o agora, como nos torna inconsequentes.

Há uma segunda lição que aprendemos com as lutas do José adolescente. A falta de resposta é mais cruel que o ciúmeSalomão estava certo quando disse: “… o ciúme é tão inflexível quanto a sepultura” (Cânticos 8:6). Quando se permite que o ciúme cresça e se inflame, suas consequências são devastadoras. Se permitir que a inveja impere em sua família ou entre seus filhos, você estará abrindo a porta para problemas. Em algum momento, isso se manifestará de maneira prejudicial.

Deixemos de lado as questões negativas. Procuremos encontrar em tudo isso pelo menos uma grandiosa lição de esperança:

Nenhum ato é mais poderoso que a oração.

Sei que a história bíblica não afirma que Jacó se voltou para Deus em oração, mas certamente ele o fez! De que outra forma poderia ter continuado a viver? Onde mais poderia ter buscado ajuda?

O mesmo pode ser dito com relação a você e a mim. A oração traz poder para resistir. Os mais velhos constituem uma fonte de sabedoria para os jovens pais e para os filhos e netos. Homens e mulheres solteiros têm igualmente muito a oferecer, quer no âmbito de sua família quer na família da igreja. Vidas despedaçadas, vazias, podem encontrar novas forças para recuperar-se.

É nesse ponto que eu diria que, sem dúvida, José entregou sua situação a Deus: desde o momento em que a caravana seguiu em direção ao Egito. É claro que, mesmo aos dezessete anos, ele sabia que sua única esperança viria pela intervenção fiel de Deus! É praticamente certo que clamou àquele que tinha o controle soberano de seu futuro! E é o que também devemos fazer!

Direitos autorais da tradução em português © 2005 por Charles R. Swindoll, Inc. Todos os direitos mundialmente reservados.

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