19 fevereiro 2026

Sucesso no casamento

 

Sua casa é apenas um imóvel ou um verdadeiro LAR de Deus?

Muitos casais investem na decoração e no conforto, mas esquecem do alicerce espiritual. Uma casa se constrói com tijolos; um lar se edifica com valores, amor e propósito divino.

Não se trata de ter uma família perfeita, mas de ser intencional. 

7 pilares bíblicos para transformar o ambiente da sua família.

1 Uma casa de ORAÇÃO (Lucas 19:46 Ele lhes disse: – Nas Escrituras Sagradas está escrito que Deus disse o seguinte: “A minha casa será uma ‘Casa de oração’.” Mas vocês a transformaram num esconderijo de ladrões) 

Não deixe a oração ser apenas um "extintor de incêndio" para momentos de crise. Que ela seja o oxigênio do seu lar.

+ Prática: Orem juntos antes de dormir ou ao sair de casa.

2 Uma casa de INSTRUÇÃO (Deut. 6:6-7 Guardem sempre no coração as leis que eu lhes estou dando hoje. e não deixem de ensiná-las aos seus filhos. Repitam essas leis em casa e fora de casa, quando se deitarem e quando se levantarem. ) 

0 discipulado mais importante não acontece na igreja, mas na sala da sua casa. Vocês são os primeiros pastores dos seus filhos. 

Prática: Traga Deus para as conversas simples do dia a dia.

 3 Uma casa de FÉ (Hebreus 11:1"A fé é a certeza de que vamos receber as coisas que esperamos e a prova de que existem coisas que não podemos ver.") 

Um lar de fé não é isento de problemas, mas é onde se encara as crises declarando a Palavra, e não o medo. 

Prática: Troque a reclamação pela proclamação das promessas de Deus.

4 Senso de PERTENCIMENTO (Efésios 2:19 Portanto, vocês, os não-judeus, não são mais estrangeiros nem visitantes. Agora vocês são cidadãos que pertencem ao povo de Deus e são membros da família dele.) 

O lar deve ser o refúgio onde todos baixam a guarda e se sentem amados pelo que são.

 Prática: Crie tradições exclusivas da família (noite de jogos, pizza na sexta).

5 Experiências de ALEGRIA (Salmos 126:3"De fato, o SENHOR fez grandes coisas por nós, e por isso estamos alegres.")

 Lar cristão não deve ser triste! A alegria é fruto do Espírito. Riam juntos!

 Prática: Celebrem pequenas vitórias, aumentem o som e divirtam-se.

6 Uma casa de ORDEM (1 Cor. 14:40 Portanto, façam tudo com decência e ordem) 

Deus é um Deus de ordem. A bagunça física e a falta de rotina geram estresse e roubam a paz.

 Prática: Organize o ambiente para organizar a mente.

7 Lugar de ADORAÇÃO (Josué 24:15 Porém eu e a minha família serviremos a Deus, o SENHOR) 

O propósito supremo. É decidir: "Eu e minha casa serviremos ao Senhor". 

Prática: Pergunte sempre: "Essa decisão honra a Deus?".

CONCLUSÃO. Qual desses 7 pilares você sente que precisa de mais atenção na sua casa hoje?

27 janeiro 2026

SALMO 1

 Texto Base: Salmo 1

DOIS CAMINHOS – A ÁRVORE OU A MOINHA?

Introdução

O Salmo 1 serve como o "portal" do Saltério. Ele não apenas abre o livro de Salmos, mas estabelece o contraste fundamental entre dois estilos de vida e seus respectivos destinos. É o convite para escolhermos onde firmaremos nossos pés.

O Caminho do Justo: A Árvore Frutífera (v. 1-3)

A Progressão do Pecado (v. 1): O salmista alerta para o perigo da conformidade com o mundo através de uma gradação descendente que começa na mente e termina no hábito:

Andar no conselho dos ímpios: Deixar-se influenciar por ideias e valores contrários a Deus.

Deter-se no caminho dos pecadores: Transformar o erro em prática e hábito cotidiano.

Assentar-se na roda dos escarnecedores: Fixar morada na rebeldia, na zombaria e no desprezo pelo sagrado.

A Delícia na Palavra (v. 2): A felicidade do justo não é circunstancial ou emocional; ela é fundamentada. Ele tem prazer na Torá (Lei do Senhor).

No hebraico, o termo meditar (hagah) sugere um murmurar baixo, como alguém que "rumina" a Palavra dia e noite para extrair dela todo o nutriente espiritual.

A Metáfora da Árvore (v. 3): O justo é como uma árvore "plantada" (escolhida e transplantada estrategicamente por Deus) junto a ribeiros:

Estabilidade: Possui raízes profundas que buscam águas invisíveis.

Sazonalidade: Dá fruto no tempo certo (revela maturidade e paciência, não pressa).

Resiliência: Sua folha não murcha. Sua vitalidade não depende das circunstâncias externas (chuva), mas da fonte eterna (o ribeiro).

O Caminho do Ímpio: A Moinha sem Peso (v. 4-5) O contraste é drástico. Se o justo é uma árvore sólida e produtiva, o ímpio é comparado à moinha (a casca seca e leve do trigo que sobra após a debulha).

Instabilidade: A moinha não tem peso, não tem raiz e é levada por qualquer vento de doutrina ou opinião. Representa uma vida sem propósito eterno, superficial e sem substância espiritual.

O Juízo: Por não ter raízes na verdade, os ímpios não subsistirão no julgamento. Eles não possuem "pé" (fundamento) para suportar a presença santíssima de Deus e a retidão da assembleia dos justos.

O Olhar de Deus (v. 6)

O Salmo encerra revelando a perspectiva final sob o olhar divino:

Conhecimento: O Senhor "conhece" o caminho dos justos. Na Bíblia, esse conhecimento não é apenas intelectual, mas um relacionamento de intimidade, aprovação e cuidado constante.

Perecimento: O caminho dos ímpios é uma estrada que se apaga por si mesma; ela leva ao vazio, à autodestruição e ao desaparecimento final.

Conclusão

O Salmo 1 nos apresenta uma escolha que define nossa eternidade. Não há um terceiro caminho: ou somos árvores plantadas por Deus e nutridas por Sua Palavra, ou somos moinha, levados pelas opiniões e modismos deste mundo. A verdadeira bem-aventurança (felicidade) não está no que possuímos, mas em onde nossas raízes estão mergulhadas.

Ser "árvore" exige a disciplina da meditação e a coragem de renunciar às más companhias, mas o resultado é uma vida que floresce na seca e permanece para sempre na memória de Deus.

Oração

"Senhor Deus, Tu que és o Agricultor da nossa alma, ajuda-nos a não andarmos segundo os conselhos deste mundo, mas a encontrarmos o nosso maior prazer na Tua Palavra. Transplanta o nosso coração para as margens dos Teus ribeiros de águas vivas. Que nossas vidas tenham a solidez da árvore e a doçura do fruto no tempo certo. Livra-nos da superficialidade da moinha e que, no Teu olhar misericordioso, o nosso caminho seja conhecido e aprovado por Ti. Em nome de Jesus, Amém."


24 janeiro 2026

Parábola da casa sobre a rocha

 Texto - Mateus 7:24-29

²⁴ — Todo aquele, pois, que ouve estas minhas palavras e as pratica será comparado a um homem prudente que construiu a sua casa sobre a rocha.²⁵ Caiu a chuva, transbordaram os rios, sopraram os ventos e bateram com força contra aquela casa, e ela não desabou, porque tinha sido construída sobre a rocha.²⁶ E todo aquele que ouve estas minhas palavras e não as pratica será comparado a um homem insensato que construiu a sua casa sobre a areia.²⁷ Caiu a chuva, transbordaram os rios, sopraram os ventos e bateram com força contra aquela casa, e ela desabou, sendo grande a sua ruína.²⁸ Quando Jesus acabou de proferir estas palavras, as multidões estavam maravilhadas com a sua doutrina,²⁹ porque ele as ensinava como quem tem autoridade, e não como os escribas.

1- As duas pessoas que ouviram as palavras de Jesus  ouviram a mesma voz.

Não foi ignorância. Não foi falta de acesso. Ambas sabiam o que era certo. Ambas ouviram a verdade.

 Ambas decidiram construir a vida a partir do que ouviram. Homem prudentente e o insensato 

2- A diferença não começou na tempestade.

A diferença começou antes, no silêncio das escolhas que ninguém viu.

3- A casa na areia não caiu de repente.

Ela foi cedendo por dentro.

Primeiro no caráter. Depois nas decisões. Depois nos limites.

Quando a tempestade chegou, ela só revelou o que já estava instável.

4- A areia é confortável porque não exige profundidade.

Não pede renúncia.

Não confronta.

Não cobra raiz.

Ela aceita qualquer coisa por cima, mas não sustenta nada por dentro.

Muita gente constrói assim.

Constrói sobre emoção.

Sobre opinião alheia.

Sobre experiências passageiras.

Sobre o que sente hoje, não sobre o que permanece amanhã.

5- A casa na rocha também enfrentou vento.

Também ouviu o barulho das águas.

Também foi sacudida.

Mas não cedeu.

Porque obediência cria peso.

E só quem tem fundamento aguenta peso.

Jesus nunca disse que quem constrói na rocha não sofre.

Ele disse que permanece.

A promessa não é livramento da tempestade.

É sustentação no meio dela.

O problema não é a chuva.

Não é o vento.

Não é o rio.

O problema é quando tudo isso encontra uma vida sem base.

Muitos culpam Deus pela queda.

Mas a Bíblia é clara:

a queda não acontece no céu, acontece no fundamento.

E quando a vida cai, não cai pequena.

Cai grande.

Cai pública.

Cai dolorida.

6- Porque tudo que foi levantado sem profundidade cobra o preço no dia mau.

Jesus continua ensinando o mesmo.

Não basta ouvir.

Não basta concordar.

É preciso construir.

“E caiu, e foi grande a sua queda.”

Mateus 7:27