26 fevereiro 2023

Ana - Esperança e Fidelidade no sofrimento

 


ana-samuel
INTRODUÇÃO

A Bíblia relata a história de Ana que, por ser estéril, sofria o preconceito e até o desprezo da sociedade de sua época. Mas ela chorou nos pés do Senhor, pediu-lhe um filho e foi atendida. Assim também é o crente: quando passar por qualquer sofrimento, precisa exercitar a sua fé em Crista e agir com a sabedoria do Espírito Santo até que as suas orações sejam respondidas.

SOFRIMENTO É:
Dor física, angústia, aflição, amargura, infortúnio.

AS CAUSAS DO SOFRIMENTO DE ANA:

1.1 — Era estéril (1 Samuel 1.6)
Para os israelitas, toda mulher estéril era um símbolo de maldição para a sociedade e para a família.
1.2 — Era discriminada (1 Samuel 1.7)
Elcana, o seu marido, amava-a, mas Ana sofria discriminações por parte de Penina, a segunda mulher de Elcana.
ATITUDES DE ANA DIANTE DOS SEUS SOFRIMENTOS:

2.1 — Levantou-se: “Então Ana se levantou...” (1 Samuel 1.9) Ela decidiu que não ficaria mais prostrada e enfraquecida diante das crises emocionais. O crente que está atravessando problemas também deve levantar-se e enfrentá-los.

2.2—Alimentou-se: “... depois que comeram e beberam em Silo...” (1 Samuel 1.9)
Diante das provações, o crente deve também, a exemplo de Ana, alimentar-se da comida espiritual, que é a Palavra de Deus.

2.3 - Orou ao Senhor: “Ela, pois, com amargura de alma, orou ao Senhor...” (1 Samuel 1.10)
Nos momentos de grande aflição, o Espírito Santo nos ajuda a orar com gemidos inexprimíveis.
2.4 — Chorou abundantemente: “... e chorou abundantemente” (1 Samuel 1.9)
Quando em meio às dificuldades da vida choramos abundantemente com os nossos corações quebrantados diante do Senhor, recebemos a vitória.

ALGUNS TRECHOS DE 1 SAMUEL QUE REVELAM A ESPERANÇA DE ANA:
3.1 — ‘Ache a tua serva graça em teus olhos...” (1 Samuel 1.18a);
3.2 — ‘Assim, a mulher se foi seu caminho e comeu...” (1 Samuel
1.18b);
3.3 — “... e o seu semblante já não era triste” (1 Samuel 1. 18c).

CONCLUSÃO
Ana fez voto de dar ao Senhor o filho que o Senhor lhe desse, como diz Samuel 1.11: “... Ao Senhor o darei por todos os dias da sua vida (...) e sobre a sua cabeça não passará navalha...” Igualmente, nós, os crentes, se quisermos que as nossas orações sejam atendidas, devem os comprometer-nos em servir ao Senhor fielmente. 

Fonte: Livro Pregando poderosamente a palavra de Deus
Autor: Pastor Silas Malafaia

O dilúvio atingiu toda a Terra ou apenas parte dela?

 Postado por Presbítero André Sanchez

Você pergunta: Em minha análise sobre o dilúvio, percebo que o dilúvio foi somente ali no local que Noé morava e proximidades, pois seria impossível um dilúvio que atingisse toda a terra. Não haveria como salvar animais da terra inteira na arca. O que me diz dessa teoria?

Caro leitor, as teorias que são estudadas sobre esses acontecimentos grandiosos que Deus estabeleceu na terra devem ser estudadas com muito cuidado, pois nem sempre o que a “lógica” pensa é o que de fato ocorreu!

É por isso que vou explicar nesse estudo que o dilúvio foi global e não local como alguns pensam. O dilúvio atingiu toda a terra e podemos ver isso na própria bíblia e também em hipóteses muito interessantes sobre o que o dilúvio provocou no planeta e que nos trouxe ao que conhecemos hoje em dia.

O dilúvio foi local ou global

(1) O primeiro verso que fala a respeito do propósito de Deus em enviar um dilúvio e que já mostra um dilúvio global é este:

“Disse o SENHOR: Farei desaparecer da face da terra o homem que criei, o homem e o animal, os répteis e as aves dos céus; porque me arrependo de os haver feito” (Gênesis 6:7).

Somente um dilúvio global poderia ter o alcance que Deus propõe aqui, de exterminar até mesmo as aves e répteis.

(2) Mas a sequência do anúncio começa a esclarecer ainda mais coisas, principalmente quando Deus revela seu plano de forma mais completa:

“Então, disse Deus a Noé: Resolvi dar cabo de toda carne, porque a terra está cheia da violência dos homens; eis que os farei perecer juntamente com a terra” (Gênesis 6:13).

Deus só conseguiria esse propósito com um dilúvio global, já que para destruir “toda carne”, com exceção, claro, dos animais e pessoas que Deus quis que se salvassem, Deus teria de causar uma inundação que atingisse todos os pontos da terra seca onde existia vida animal.

Isso não seria possível com um dilúvio apenas local, que alcançasse apenas até onde o homem conseguiu desbravar até aquele momento. Um dilúvio mais local atingiria todos os homens da época, mas não todos os animais.

(3) O verso 17 também vai nessa mesma direção, vejamos: “Porque estou para derramar águas em dilúvio sobre a terra para consumir toda carne em que há fôlego de vida debaixo dos céus; tudo o que há na terra perecerá” (Gênesis 6:17).

Observe que a narrativa do texto aponta para algo global, pois somente assim tudo poderia ser atingido como era o plano de Deus. Lembrando que nos versos seguintes (Gênesis 6:18-21) Deus apresenta o que seria salvo, ou seja, as exceções.

(4) Na continuidade do texto temos ainda mais evidências sobre o dilúvio global. Deus sempre deixa claro em suas comunicações a extensão do dilúvio que vai derramar.

“Porque, daqui a sete dias, farei chover sobre a terra durante quarenta dias e quarenta noites; e da superfície da terra exterminarei todos os seres que fiz” (Gênesis 7:4).

Uma parte da descrição do dilúvio que acho mais impressionante é a que mostra a grandeza da inundação que ocorreu:

“Prevaleceram as águas excessivamente sobre a terra e cobriram todos os altos montes que havia debaixo do céu” (Gênesis 7:19).

Aqui fica muito claro um dilúvio global, que foi capaz de cobrir todos os mais altos montes “debaixo do céu”, ou seja, sobre toda a terra. Ninguém poderia dar essa informação a Noé a não ser o próprio Deus.

(5) Em mais um verso da descrição, vemos o seguinte: “Tudo o que tinha fôlego de vida em suas narinas, tudo o que havia em terra seca, morreu” (Gênesis 7:22).

É evidente que dos animais aquáticos, muitos deles sobreviveram e não precisavam ir dentro de uma arca, aliás, grande parte das espécies do mundo são aquáticas.

Mas note como o texto deixa claro o alcance das mortes “em terra seca”, o que sugere também uma inundação global, capaz de atingir todos os animais em terra seca.

Importante: Se o dilúvio fosse local, não precisaria de uma arca para salvar os animais da terra! Pois todas as espécies de onde não choveu estariam salvas. O que parece uma ideia contrária ao que a Bíblia ensina. Isso mostra um dilúvio global!

Esses são argumentos bíblicos suficientes para entendermos que o dilúvio foi global, porém, além deles, estudiosos de nossos tempos já entendem essa realidade até mesmo para explicar a formação dos continentes como os conhecemos hoje.

(6) Nos tempos do dilúvio possivelmente a terra era formada de uma única porção seca totalmente interligada. Ela é chamada de pangeia. 

A grande pressão que as águas do dilúvio realizaram na superfície da terra deram um “start” na movimentação da terra (ali nas placas tectônicas), que durante centenas de anos se movimentou com essa energia, formando o que temos hoje em dia, os continentes separados.

Note que na separação dos continentes existe um desenho de encaixe que sugere que já foram unidos em algum momento que, possivelmente, foi antes do dilúvio.

Esse é um tema bem interessante e longo. Se você se interessa em saber mais dele, indico os livros e também o canal do professor Adauto Lourenço, que é um cientista cristão que faz um trabalho brilhante nessa área de estudo!

Para onde vai nossa alma depois que morremos?

 Postado por Presbítero André Sanchez

Você Pergunta: Para onde vão as almas das pessoas depois que elas morrem? Elas já vão para o céu e para o inferno ou permanecem em algum lugar intermediário dormindo? As almas dos falecidos conseguem se comunicar com os vivos e interagir com o nosso mundo?

Caro leitor, todas as almas são propriedade exclusiva de Deus. Ele as criou e elas são Dele. Assim, a Bíblia diz que quando uma pessoa morre, seu espírito volta a Deus.

“e o pó volte à terra, como o era, e o espírito volte a Deus, que o deu.” (Eclesiastes 12:7).

A morte também sela o destino da pessoa. Todos morrem ou salvos ou condenados. Ninguém morre com seu destino final indefinido. Assim, a morte é a batida final do martelo na vida de todos nós.

“E, assim como aos homens está ordenado morrerem uma só vez, vindo, depois disto, o juízo” (Hebreus 9:27).

Morremos uma só vez e depois disso vem sobre nós o juízo. O “juízo” já é uma espécie de julgamento que separam salvos e condenados após sua morte. Esse juízo de Deus separa os salvos para o céu e os condenados para o inferno. Todos, em seus respectivos lugares, aguardam a volta de Jesus Cristo e o dia do grande juízo final.

Lembrando que o juízo final é um juízo público que ocorrerá, onde todos comparecerão perante Deus. Evidentemente os salvos, nesse juízo final, serão declarados justificados por causa da salvação dada por Cristo!

“então, dirá o Rei aos que estiverem à sua direita: Vinde, benditos de meu Pai! Entrai na posse do reino que vos está preparado desde a fundação do mundo” (Mateus 25:34)

A Bíblia não nos autoriza a pensar que o espírito fica dormindo aguardando a segunda volta de Jesus Cristo ou em um lugar intermediário.

O nosso espírito fica consciente após a morte e aguarda o cumprimento de toda a palavra de Deus na volta de Jesus Cristo (os condenados aguardam no inferno e os salvos no céu).

Alguns textos nos indicam essa realidade. Um deles é o que mostra o ladrão que se arrependeu ao lado de Jesus na cruz. “Jesus lhe respondeu: Em verdade te digo que hoje estarás comigo no paraíso.” (Lucas 23:43). Observe que Jesus lhe promete que, após morrer, já se apossaria do paraíso, sem lugares intermediários.

Outro texto que apoia essa realidade é a parábola de Jesus a respeito do rico e do mendigo. O rico morre e vai para o inferno. O mendigo de nome Lázaro também morre, mas vai para o céu.

“Aconteceu morrer o mendigo e ser levado pelos anjos para o seio de Abraão; morreu também o rico e foi sepultado. No inferno, estando em tormentos, levantou os olhos e viu ao longe a Abraão e Lázaro no seu seio.” (Lucas 16:22-23). Nenhum deles se encontra dormindo. Todos estão acordados e conscientes.

Jesus não usaria uma inverdade como pano de fundo de uma parábola. Assim, essa parábola aponta sim para o destino final de cada um de nós após a nossa morte: Conscientes e já no lugar determinado por Deus.

Observe ainda que Apocalipse fala de santos, ou seja, servos de Deus que já estavam no céu e todos ali acordados, conscientes e louvando:

“Depois destas coisas, vi, e eis grande multidão que ninguém podia enumerar, de todas as nações, tribos, povos e línguas, em pé diante do trono e diante do Cordeiro, vestidos de vestiduras brancas, com palmas nas mãos; e clamavam em grande voz, dizendo: Ao nosso Deus, que se assenta no trono, e ao Cordeiro, pertence a salvação” (Apocalipse 7:9-10).

Com relação a comunicação de vivos com espíritos de pessoas falecidas, não há essa possibilidade. A Bíblia não diz nada que apoie essa ideia, pelo contrário, é totalmente contrária a essa prática.

“Quando vos disserem: Consultai os necromantes [pessoas que consultam os mortos] e os adivinhos, que chilreiam e murmuram, acaso, não consultará o povo ao seu Deus? A favor dos vivos se consultarão os mortos?” (Isaías 8:19).

Qualquer tipo de comunicação com pessoas falecidas, na verdade, é uma comunicação com demônios enganadores, pois as pessoas falecidas, como demonstrado acima, estão já em seus lugares determinados por Deus aguardando o grande dia da volta do Senhor Jesus Cristo e o cumprimento de toda a palavra determinada por Deus.