27 janeiro 2026

SALMO 1

 Texto Base: Salmo 1

DOIS CAMINHOS – A ÁRVORE OU A MOINHA?

Introdução

O Salmo 1 serve como o "portal" do Saltério. Ele não apenas abre o livro de Salmos, mas estabelece o contraste fundamental entre dois estilos de vida e seus respectivos destinos. É o convite para escolhermos onde firmaremos nossos pés.

O Caminho do Justo: A Árvore Frutífera (v. 1-3)

A Progressão do Pecado (v. 1): O salmista alerta para o perigo da conformidade com o mundo através de uma gradação descendente que começa na mente e termina no hábito:

Andar no conselho dos ímpios: Deixar-se influenciar por ideias e valores contrários a Deus.

Deter-se no caminho dos pecadores: Transformar o erro em prática e hábito cotidiano.

Assentar-se na roda dos escarnecedores: Fixar morada na rebeldia, na zombaria e no desprezo pelo sagrado.

A Delícia na Palavra (v. 2): A felicidade do justo não é circunstancial ou emocional; ela é fundamentada. Ele tem prazer na Torá (Lei do Senhor).

No hebraico, o termo meditar (hagah) sugere um murmurar baixo, como alguém que "rumina" a Palavra dia e noite para extrair dela todo o nutriente espiritual.

A Metáfora da Árvore (v. 3): O justo é como uma árvore "plantada" (escolhida e transplantada estrategicamente por Deus) junto a ribeiros:

Estabilidade: Possui raízes profundas que buscam águas invisíveis.

Sazonalidade: Dá fruto no tempo certo (revela maturidade e paciência, não pressa).

Resiliência: Sua folha não murcha. Sua vitalidade não depende das circunstâncias externas (chuva), mas da fonte eterna (o ribeiro).

O Caminho do Ímpio: A Moinha sem Peso (v. 4-5) O contraste é drástico. Se o justo é uma árvore sólida e produtiva, o ímpio é comparado à moinha (a casca seca e leve do trigo que sobra após a debulha).

Instabilidade: A moinha não tem peso, não tem raiz e é levada por qualquer vento de doutrina ou opinião. Representa uma vida sem propósito eterno, superficial e sem substância espiritual.

O Juízo: Por não ter raízes na verdade, os ímpios não subsistirão no julgamento. Eles não possuem "pé" (fundamento) para suportar a presença santíssima de Deus e a retidão da assembleia dos justos.

O Olhar de Deus (v. 6)

O Salmo encerra revelando a perspectiva final sob o olhar divino:

Conhecimento: O Senhor "conhece" o caminho dos justos. Na Bíblia, esse conhecimento não é apenas intelectual, mas um relacionamento de intimidade, aprovação e cuidado constante.

Perecimento: O caminho dos ímpios é uma estrada que se apaga por si mesma; ela leva ao vazio, à autodestruição e ao desaparecimento final.

Conclusão

O Salmo 1 nos apresenta uma escolha que define nossa eternidade. Não há um terceiro caminho: ou somos árvores plantadas por Deus e nutridas por Sua Palavra, ou somos moinha, levados pelas opiniões e modismos deste mundo. A verdadeira bem-aventurança (felicidade) não está no que possuímos, mas em onde nossas raízes estão mergulhadas.

Ser "árvore" exige a disciplina da meditação e a coragem de renunciar às más companhias, mas o resultado é uma vida que floresce na seca e permanece para sempre na memória de Deus.

Oração

"Senhor Deus, Tu que és o Agricultor da nossa alma, ajuda-nos a não andarmos segundo os conselhos deste mundo, mas a encontrarmos o nosso maior prazer na Tua Palavra. Transplanta o nosso coração para as margens dos Teus ribeiros de águas vivas. Que nossas vidas tenham a solidez da árvore e a doçura do fruto no tempo certo. Livra-nos da superficialidade da moinha e que, no Teu olhar misericordioso, o nosso caminho seja conhecido e aprovado por Ti. Em nome de Jesus, Amém."


24 janeiro 2026

Parábola da casa sobre a rocha

 Texto - Mateus 7:24-29

²⁴ — Todo aquele, pois, que ouve estas minhas palavras e as pratica será comparado a um homem prudente que construiu a sua casa sobre a rocha.²⁵ Caiu a chuva, transbordaram os rios, sopraram os ventos e bateram com força contra aquela casa, e ela não desabou, porque tinha sido construída sobre a rocha.²⁶ E todo aquele que ouve estas minhas palavras e não as pratica será comparado a um homem insensato que construiu a sua casa sobre a areia.²⁷ Caiu a chuva, transbordaram os rios, sopraram os ventos e bateram com força contra aquela casa, e ela desabou, sendo grande a sua ruína.²⁸ Quando Jesus acabou de proferir estas palavras, as multidões estavam maravilhadas com a sua doutrina,²⁹ porque ele as ensinava como quem tem autoridade, e não como os escribas.

1- As duas pessoas que ouviram as palavras de Jesus  ouviram a mesma voz.

Não foi ignorância. Não foi falta de acesso. Ambas sabiam o que era certo. Ambas ouviram a verdade.

 Ambas decidiram construir a vida a partir do que ouviram. Homem prudentente e o insensato 

2- A diferença não começou na tempestade.

A diferença começou antes, no silêncio das escolhas que ninguém viu.

3- A casa na areia não caiu de repente.

Ela foi cedendo por dentro.

Primeiro no caráter. Depois nas decisões. Depois nos limites.

Quando a tempestade chegou, ela só revelou o que já estava instável.

4- A areia é confortável porque não exige profundidade.

Não pede renúncia.

Não confronta.

Não cobra raiz.

Ela aceita qualquer coisa por cima, mas não sustenta nada por dentro.

Muita gente constrói assim.

Constrói sobre emoção.

Sobre opinião alheia.

Sobre experiências passageiras.

Sobre o que sente hoje, não sobre o que permanece amanhã.

5- A casa na rocha também enfrentou vento.

Também ouviu o barulho das águas.

Também foi sacudida.

Mas não cedeu.

Porque obediência cria peso.

E só quem tem fundamento aguenta peso.

Jesus nunca disse que quem constrói na rocha não sofre.

Ele disse que permanece.

A promessa não é livramento da tempestade.

É sustentação no meio dela.

O problema não é a chuva.

Não é o vento.

Não é o rio.

O problema é quando tudo isso encontra uma vida sem base.

Muitos culpam Deus pela queda.

Mas a Bíblia é clara:

a queda não acontece no céu, acontece no fundamento.

E quando a vida cai, não cai pequena.

Cai grande.

Cai pública.

Cai dolorida.

6- Porque tudo que foi levantado sem profundidade cobra o preço no dia mau.

Jesus continua ensinando o mesmo.

Não basta ouvir.

Não basta concordar.

É preciso construir.

“E caiu, e foi grande a sua queda.”

Mateus 7:27

18 janeiro 2026

Restituição

Texto Ester 8:8 (NVI)
"Escrevam agora outro decreto em nome do rei, em favor dos judeus, como for melhor aos seus olhos, e selo-o com o anel-sinete do rei, pois nenhum documento escrito em nome do rei e selado com o seu anel pode ser revogado"
Neste mensagem Deus quer falar em seu coração e afirmar que Ele não apenas cancela o mal, Ele nos dá autoridade pra escrever uma nova história.
Deus quer escrever novas histórias na vidas daqueles que Nele crer.

Introdução
Livro de Ester, relata que Hamã, o primeiro-ministro do rei persa Assuero (Xerxes), escreveu um decreto para matar todos os judeus em todo império.
Ester e Mordecai ficam sabendo do decreto e Ester levanta um jejum em meio do seu povo
Após três dias Ester vai falar com o rei e explica sobre o decreto de Hamã. Quando Ester revela a trama de Hamã ao Rei Assuero, o rei fica furioso, Hamã é imediatamente enforcado na forca que ele mesmo construiu para Mardoqueu.
Após a queda de Hamã, o maior inimigo dos judeus, o decreto ainda estava em vigor, Ester e Mordecai enfrentavam um desafio jurídico: pelas leis da época um decreto real não poderia ser anulado.Eles precisavam de uma estratégia divina pra reverter a lei e a tragédia eminente.O rei Assuero,, então entrega o seu anel de selar a Mordecai e permite que ele escreva um novo decreto.

Em Ester 8, aprendemos que a derrota do inimigo é apenas o começo do processo de Deus. Muitas vezes, as "sentenças" de medo, ansiedade ou escassez ainda tentam governar nossa mente. Este capítulo nos mostra que Deus nos concede autoridade para substituir palavras de maldição por palavras de vida, transformando o luto em uma celebração pública de vitória.

Auroridade nas mãos certas
Ester 8:2 E tirou o rei o seu anel, que tinha tomado de Hamã, e o deu a Mardoqueu.
O poder que antes era pra planejar destruição agora estava nas mãos de quem serve ao Senhor.
O rei autoriza Ester 8:8 Escrevei, pois, aos judeus, como parecer bem aos vossos olhos, em nome do rei, e selai-o com o anel do rei; porque o documento que se escreve em nome do rei, e que se sela com o anel do rei, não se pode revogar.

Deus deseja posicionar seu filhos em lugar de influencia para que o bem prevaleça.
Quando você se coloca a disposição de Deus, ele te dá o anel que simboliza autoridade espiritual
Lucas 10:19 Eis que vos dou poder para pisar em serpentes e escorpiões, e sobre toda a força do inimigo, e nada vos fará dano algum
Deus te dá poder para que você governe suas escolhas. Não sinta impotente , você tem o respaldo do Rei dos Reis para mudar o rumo das suas decisões.

O novo decreto: combatendo as palavras contrárias
Ester 8:11 Nelas o rei concedia aos judeus, que havia em cada cidade, que se reunissem, e se dispusessem para defenderem as suas vidas, e para destruírem, matarem e aniquilarem todas as forças do povo e da província que viessem contra eles, crianças e mulheres, e que se saqueassem os seus bens,

O novo decreto não anulava o anterior porém dava o poder aos judeus de lutarem e de vitória
Na vida espiritual o inimigo lança decretos de condenação, mas o sacrifício de Jesus escreveu um novo decreto a nosso respeito
Colossense 2:14 Havendo riscado a cédula que era contra nós nas suas ordenanças, a qual de alguma maneira nos era contrária, e a tirou do meio de nós, cravando-a na cruz.

Onde havia morte, agora há o direito de lutar e vencer.
Use sua boca pra declarar as promssas de Deus pra sua vida.
Não aceite o silêncio diante ao ataques, responda com a autoridade que a Palavra de Deus lhe confere.


A alegria que contagia e transforma
Ester 8:16,17 E para os judeus houve luz, e alegria, e gozo, e honra.
¹⁷ Também em toda a província, e em toda a cidade, aonde chegava a palavra do rei e a sua ordem, havia entre os judeus alegria e gozo, banquetes e dias de folguedo; e muitos, dos povos da terra, se fizeram judeus, porque o temor dos judeus tinha caído sobre eles.


O resultado foi imediato, para os judeus houve luz e alegria e gozo e honra v 16.
O impacto foi tão grande que muitos do povo daquela terra se tornaram judeus v 17
A sua vitória não é somente para seu bem estar, ela é um testemunho vivo. Quando Deus opera uma reviravolta , Ele traz clareza( luz), e dignidade ( honra). A sua superação será um convite para os outros crerem no Senhor.
Viva de forma que a alegria de servir ao Senhor em você , seja o maior argumento pra atrair as pessoas ao evangelho.

Qual o decreto antigo de derrota você vai substituir pela autoridade que Deus lhe dá hoje?

Conclusão
Ester 8 nos ensina que o nosso Deus é o Deus da restituição completa. Ele não apenas nos livra da cova, mas nos assenta à mesa do banquete. A história que começou com choro e petição termina com coroa e festa. Como diz o versículo 17, o que era para ser um dia de destruição tornou-se um "dia de banquete e de alegria". Hoje, entenda que o Rei lhe estendeu o cetro. É tempo de parar de lamentar o que o inimigo intentou e começar a escrever, através da fé, o novo tempo que Deus preparou para você.

Deus é o mestre das reviravoltas! Ele não apenas nos livra do mal, mas Ele nos entrega a autoridade para escrevermos um novo decreto sobre a nossa casa, nossa saúde e nossa família.

Não aceite o decreto de derrota que o mundo tentou impor sobre você. O Rei dos Reis te estendeu o cetro hoje e disse: "Escreve o que parecer melhor". É tempo de trocar o luto pela festa e o medo pela autoridade da Palavra!