25 outubro 2018

O SAL DA TERRA

 

“Vós sois o sal da terra; e se o sal for insípido, com que se há de salgar? Para nada mais presta senão para se lançar fora, e ser pisado pelos homens.” (Mt 5.13)

A terra e seus habitantes encontram-se num contínuo processo de deterioração. Nós somos o “sal da terra”. R. V. Tasker, professor de exegese do Novo Testamento na Universidade de Londres, tem razão quando diz: “Da mesma forma, os discípulos são chamados para serem uma espécie de desinfetante moral, para um mundo cujos padrões morais são baixos, estão constantemente mudando ou não existem.” A nossa própria presença nele detém a corrupção.

O sal é ainda um agente curativo. E provoca sede. Ele dá sabor, realçando o sabor de muitos alimentos. O sal é uma substância notavelmente útil, só que.... Será que notamos a presença de uma palavrinha no verso 13? “... se o sal vier a ser insípido...” (quer dizer: “se o sal perder sua qualidade picante, aquilo que o torna peculiar”). Jesus não introduz aqui uma advertência imaginária, mas verdadeira. Se for removida do cristão aquela sua virtude que o distingue de tudo, não sobra nada que tenha valor. Para nada mais prestamos, como diz o Senhor.

Gostaria de fazer uma observação bem direta agora. O pensamento secular está corroendo sensivelmente esse caráter distintivo que o servo de Deus possui. E isso está começando a influenciar a igreja de Jesus Cristo. Muitos crentes já submeteram sua mente ao sistema do mundo. Aquela mente cristã, distinta da do mundo, hoje é peça rara. Ideologia tais como humanismo, secularismo, intelectualismo e materialismo invadiram o pensamento cristão de tal forma, que nosso sal ficou diluído – e em alguns casos, nem existe mais.

Francis Schaeffer, revelando determinação e zelo proféticos, tem tentado despertar-nos para enxergar essa moléstia. E Harry Blamires, que poderíamos chamar de Schaeffer britânico (e que foi aluno de C. S. Lewis em Oxford) afirma abertamente e de forma dogmática: “Não existe mais pensamento cristão.” Influenciado e marcado pela imprensa, pelos sistemas educacionais secularizados, pelas expectativas, hoje tão baixas da sociedade, e pelas todo-poderosas pressões de seu grupo social (sem mencionar o impacto causado pela televisão e cinema), o servo cristão pode facilmente cair na armadilha. Podemos virtualmente parar de pensar em consonância com a Bíblia e deixar de “sacudir o saleiro”.

É por isso que Jesus expõe essa sua preocupação com tanta ênfase:“Para nada mais presta senão para, lançado fora, ser pisado pelos homens.” (Mt 5.13) Temos que exercer a função de preservar... senão perderemos nossa influência e nos tornaremos tão insignificantes , como uma camada de poeira nas ruas das cidades. Servo, tenha cuidado com isso!

O sal é polvilhado e espalhado... não derramado. Ele tem que ser espalhado. O sal em demasia estraga um alimento. Isso é um bom lembrete para os cristãos, no sentido de que se espalhem, em vez de ficarem todos aglomerados em grupos.

O sal aumenta o sabor... mas não aparece. Nunca vemos ninguém dizer:
- Puxa, como este sal é bom!

O que dizemos muitas vezes é:
- Este prato está realmente saboroso!

O verdadeiro servo cristão realça o sabor da vida, um sabor que sem ele não existiria.
O sal não se parece com nenhum outro tipo de tempero. Entretanto, sua força está exatamente em ser diferente dos outros. Ele não pode ser imitado; e para ser útil, precisa ser colocado no alimento.

O sal que permanece no saleiro não vale de nada para ninguém.

Extraído do livro Eu, um servo, Voce esta brincando, de Autoria de Charles Swildoll

Por Litrazini
Graça e Paz

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