A fé salvífica precede o batismo. A Bíblia não diz “quem crer será salvo, desde que seja batizado”. Somente os salvos são batizados, confirmando publicamente sua filiação à família de Deus e se integrando na membresia da igreja local. Para não restar dúvida, o evangelista acentua: “Quem não crer será condenado”. Condenados estão os que não crerem.
Salvação, depois batismo. Esta é a sequência bíblica. Da mesma forma ocorre com os que participam da ceia do Senhor (Mt 28.19; At 2.37-38; 8.12-13; 9.36-39; 16.31-33; 18.8).
Não se pode estabelecer uma doutrina com base em um único texto bíblico, mas no conjunto de textos disponíveis, de modo que tudo fique muito bem entendido e interpretado.
A questão está muito clara em João 3.18: “Quem nele crê [em Jesus] não é condenado; mas quem não crê já está condenado.
Também em Efésios 2.8: “Porque pela graça sois salvos, por meio da fé…”;
Romanos 10.9: “Se, com a tua boca, confessares ao Senhor Jesus, e em teu coração creres que Deus o ressuscitou dos mortos, SERÁS SALVO”.
Exemplo clássico é o da salvação do ladrão que foi perdoado por Jesus, no Calvário, independente de batismo. Após arrepender-se e clamar por misericórdia, ouviu de Jesus: “Em verdade te digo que hoje estarás comigo no Paraíso” (Lc 23.43).
Finalmente, somos justificados e salvos pela fé e não pelo batismo.
BATISMO DE CRIANÇAS – O batismo de criancinhas não encontra amparo na Palavra de Deus. Como vimos, somente os que creem devem ser batizados. Criancinhas de um ano possuem condições de crer? Claro que não. Elas não podem ser batizadas com base na fé de seus pais.
Pr. Airton Evangelista da Costa
Por Litrazini
Graça e Paz
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30 setembro 2018
O BATISMO É INDISPENSÁVEL À SALVAÇÃO?
MULTIDÃO E DISCÍPULOS
DIFERENÇA ENTRE MINISTÉRIO E DONS
Possuir um ministério do Senhor não é a mesma coisa que receber um dom do Espírito Santo. Para que recebamos os dons do Espírito Santo, nós precisamos ser abertos às moções e inspirações que este Espírito suscita em nós. Para possuirmos um ministério do Senhor, é preciso que este nos seja dado por Jesus que deseja que nós desempenhamos uma missão especial em seu Nome.
Em I Cor 12,4-5 encontramos o seguinte texto: “Há diversidade de dons, mas o Espírito é o mesmo; há diversidade de ministérios, mas o Senhor é o mesmo”. Refletindo sobre este texto vamos entender que os dons são manifestações do Espírito para proveito da comunidade, naquele momento de necessidade, enquanto que o ministério é algo dado pelo Senhor Jesus, que envia os seus discípulos a desempenhar missões; missões estas que são bem específicas dentro do seu corpo, que é sua Igreja. Quando estamos reunidos em nossas comunidades, grupos de oração, grupos de partilha, etc. no momento que oramos, precisamos e devemos estar abertos às moções do Espírito Santo que pode naquele momento estar desejando que profetizemos, ou que digamos uma palavra de ciência para a cura interior de alguém do grupo. Mas, tão somente porque alguém esteve aberto a estes dons, não implica dizer que ele tenha o ministério de profetizar, ou o ministério de cura interior. Em Jer 1,5 vamos encontrar um trecho que nos esclarece muito mais a cerca da diferença entre o Dom e o ministério:“O Senhor disse a Jeremias: ‘Antes mesmo de te formar no ventre de tua mãe, eu te conheci, antes que saísses do seio, eu te consagrei. Eu te constituí profeta para as nações’”. O Senhor desde toda eternidade já conhecia Jeremias, desde toda eternidade também já o havia consagrado ao ministério da profecia.
Observemos que Jeremias era ungido e enviado pelo Senhor a ser profeta, não como um dom que iria se manifestar através dele numa hora de necessidade, mas como ministeriado. Era pelo serviço dele no ministério profético que iria ser reconhecido no meio do povo como homem de Deus. Porém, se formos ler a profecia de Jeremias na Bíblia, vamos encontrar este profeta, por várias vezes, usando os dons do Espírito Santo para bem desempenhar o seu ministério.
Um pequeno trecho que melhor ilustra este fato encontramos em I Reis 19,19-21 e II Reis 2,15 quando o profeta Elias unge Eliseu para que ele exerça o ministério da profecia no seu lugar. No exercício do ministério profético, Eliseu utiliza os dons de milagres (II Reis 2,19) e cura (II Reis 5,1-15), mas o seu ministério é o de Profecia, que para melhor ser desempenhado precisa da graça do Espírito Santo através dos seus dons. O ministério de intercessão é um ministério que o Senhor dá a algumas pessoas a fim de que estas possam ser intercessoras pelas causas do Reino de Deus. As pessoas que exercem este ministério são escolhidas, eleitas, como foi o profeta Jeremias (Jr 1,5), antes que no seio materno fosse formado. Este ministério de intercessão, como os outros ministérios do Senhor, está dentro do seu coração e o Senhor abençoa aqueles que ele são chamados com todas as bençãos necessárias para o seu bom desempenho.
Transcrito Por Litrazini
Graça e Paz
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