23 novembro 2024

TRÊS GRANDES ENGANOS

 

Luc. 12:13-21


Porque chamado louco?

I Trocou a alma pelo corpo.

1. "Alma, come, bebe e folga".

a) Era um grande engano.

b) Era o alimento do corpo.

2. A alma não se satisfaz com comida e bebida.

a) O que Jesus disse. - João 4:34.

b) A confirmação de Paulo. - Rom. 14:17.

3. O alimento recomendado. - João 6:27.


II Pôs-se a si mesmo por Deus.

1. "Tens para muitos anos".

2. O conselho de Tiago. - Tia. 4:13-15.

3. A vida é de Deus. - Dan. 2:21. 

4. Muitos quiseram perpetuar seus reinos, mas fracassaram.

a) O homem nada sabe do "amanhã". - Sal. 91:1.


III Trocou a eternidade pelo tempo.

1. Pensou em muitos anos, "tempos".

2. Esqueceu-se da eternidade.

3. Deus lhe respondeu com a eternidade.

a) O tempo contamos nesta vida; a eternidade, no porvir.

b) O conselho divino. - I Tim. 4:8; Mat. 6:33.

22 novembro 2024

Saiba onde na Bíblia menciona o Dia de Finados

  Postado por Presbítero André Sanchez

Você Pergunta: Onde na Bíblia encontramos detalhes sobre o Dia de Finados? Eu já perdi meu pai e minha mãe e sempre fico muito comovida nessa época, mas, na minha igreja, há pessoas muito insensíveis com essa data! Nós, crentes, não podemos lembrar dos mortos? Não podemos homenageá-los, sendo que foram pessoas muito importantes para nós? 

 Cara leitora, sempre que falamos do Dia de Finados, pensando no que a Bíblia diz, devemos saber separar o que existe na Bíblia sobre isso daquilo que é apenas uma tradição religiosa que não faz parte da fé reformada. Esse é o pontapé inicial!

Pensando nisso, sabemos que a Bíblia, em nenhum verso, fala a respeito de um dia para homenagear mortos. No entanto, a Bíblia também não proíbe especificamente que haja um dia como esse!

Sendo assim, a nossa análise acaba sendo sobre o que é feito nesse dia e não muito especificamente sobre existir um dia para fazer homenagens a pessoas que já morreram!

Algumas perguntas surgem aqui: As práticas realizadas nesse dia são corretas? São bíblicas? Contrariam algo que a Bíblia ensina? 

Onde temos o Dia de Finados na Bíblia?

(1) Começo falando do respeito que a Bíblia demonstra aos mortos. Temos, por exemplo, personagens bíblicos sendo respeitados após sua morte, com grande comoção. José ficou em luto intenso por seu pai Jacó por sete dias:

“Chegando eles, pois, à eira de Atade, que está além do Jordão, fizeram ali grande e intensa lamentação; e José pranteou seu pai durante sete dias” (Gênesis 50:10). 

 Moisés, por exemplo, foi pranteado por 30 dias, demonstrando a grande tristeza que o povo teve pela sua perda:

“Os filhos de Israel prantearam Moisés por trinta dias, nas campinas de Moabe; então, se cumpriram os dias do pranto no luto por Moisés” (Deuteronômio 34:8).

Os ossos de José do Egito foram transportados do Egito para Canaã cerca de 400 anos após a sua morte!

“Também levou Moisés consigo os ossos de José, pois havia este feito os filhos de Israel jurarem solenemente, dizendo: Certamente Deus vos visitará; daqui, pois, levai convosco os meus ossos” (Êxodo 13:19).

Concluímos aqui que não é pecado chorar por nossas perdas nem lembrar o legado que pessoas que já morreram deixaram em sua passagem pela terra! Também não é pecado zelar pelos restos mortais daqueles que já se foram!

Por exemplo, Hebreus 11 cita o legado de fé de diversos personagens:

“Pela fé, Jacó, quando estava para morrer, abençoou cada um dos filhos de José e, apoiado sobre a extremidade do seu bordão, adorou” (Hebreus 11:21). 

Então, não existem problemas no Dia de Finados?

(2) O Dia de Finados começa a virar um problema quando se atribuem coisas aos mortos que vão além do que a Bíblia ensina! Por exemplo, os israelitas foram severamente advertidos por Deus sobre o cuidado com a forma como lidavam com questões sobre os mortos:

“Não se achará entre ti quem faça passar pelo fogo o seu filho ou a sua filha, nem adivinhador, nem prognosticador, nem agoureiro, nem feiticeiro; nem encantador, nem necromante, nem mágico, nem quem consulte os mortos” (Deuteronômio 18:10-11). 

 De forma prática, o que vemos no Dia de Finados sendo praticado por muitas pessoas é justamente atribuir aos mortos aquilo que não deve ser atribuído!

Por exemplo, pessoas acendem velas para os mortos, ajoelham-se perante imagens e fotos deles ou diante do local onde foram enterrados, fazem peregrinações a túmulos de pessoas famosas, consideradas “milagreiras”, e uma série de outros absurdos totalmente contrários ao que ensina a Bíblia.

Aqui onde moro, é comum ver faixas com escritos dizendo que a pessoa alcançou uma graça (uma cura, um livramento, por exemplo) por causa do “fulano” que já morreu e é milagreiro! Um claro exemplo do que não se deve fazer em relação às pessoas que já morreram!

A Palavra de Deus mostra que Deus não divide a sua glória de nenhuma forma. E isso devemos ter em mente quando pensamos no Dia de Finados:

“Eu sou o SENHOR, este é o meu nome; a minha glória, pois, não a darei a outrem, nem a minha honra, às imagens de escultura” (Isaías 42:8).

O Dia de Finados, então, é todo ruim?

(3) Biblicamente, não vejo que seja pecado ter respeito pelas memórias de pessoas que já morreram, nem lembrar de seus legados. Também não vejo que seja pecado manter o túmulo em ordem, pois o cemitério é um local público e existem regras de zelo e cuidado com os túmulos. 

Também não considero um erro levar flores para deixar o local bonito. O crente faz bem em ter esse tipo de zelo e respeito!

Mas deve-se tomar muito cuidado, pois é muito fácil sair de uma mera homenagem e zelo para a idolatria!

A meu ver, temos ainda um aspecto positivo no Dia de Finados, que é a reflexão sobre a morte, pela qual cada um de nós passará. Sendo assim, é um período interessante para reflexão e evangelização! Salomão observou bem essa questão, quando escreveu:

“Melhor é ir à casa onde há luto do que ir à casa onde há banquete, pois naquela se vê o fim de todos os homens; e os vivos que o tomem em consideração” (Eclesiastes 7:2).

Sendo assim, já que o Dia de Finados existe e o feriado já está proclamado em nossa nação, aproveitemos para gerar algo de positivo, mesmo na vida daqueles que estão usando esse dia da forma incorreta!

Eles podem ser impactados neste dia com a mensagem de vida do evangelho, por meio de pessoas que exponham a eles uma reflexão respeitosa e clara sobre a importância de entregar a vida a Jesus, aquele que venceu a morte e salva o pecador arrependido e também serem impactados com um testemunho correto no que se refere a tratar a questão sobre os mortos biblicamente. 

Como bem disse o Senhor, existe uma verdade que é importante que seja proclamada: 

 “Disse-lhe Jesus: Eu sou a ressurreição e a vida. Quem crê em mim, ainda que morra, viverá” (João 11:25).

21 novembro 2024

Por que Simão Cireneu foi obrigado a carregar a cruz de Cristo antes da crucificação?

 Postado por Presbítero André Sanchez

Você pergunta: Eu tenho muita curiosidade de entender melhor a história de Simão, o Cireneu, que foi obrigado a carregar a cruz de Cristo. Por que ele teve de fazer isso? Não era o condenado que deveria carregar a cruz até o final como forma de punição pela condenação imposta a ele pelo império Romano? 

 Cara leitora, os momentos finais de vida de Cristo foram muito intensos! E muitos personagens aparecem nos trazendo uma gama incrível de detalhes.

Vem comigo, vamos garimpar na Bíblia esses detalhes para entendermos bem essa história e todos os seus porquês. 

Por que Simão Cireneu, ajudou Jesus a levar a cruz?

(1) Três dos evangelistas narram sobre Simão Cireneu, sendo Mateus 27:32, Lucas 23:26 e Marcos 15:21, o qual veremos a seguir: “E obrigaram a Simão Cireneu, que passava, vindo do campo, pai de Alexandre e de Rufo, a carregar-lhe a cruz”. 

 Marcos é o mais detalhista, citando até mesmo os filhos desse Simão. Para reconstruirmos e compreendermos cada detalhe, veremos que o apóstolo João indica que Jesus começou o caminho da crucificação carregando a própria cruz sozinho:

“Tomaram eles, pois, a Jesus; e ele próprio, carregando a sua cruz, saiu para o lugar chamado Calvário, Gólgota em hebraico” (João 19:17).

(2) Isso nos leva à pergunta: por que Simão Cireneu entrou na história? Para entender isso, precisamos olhar um pouco o contexto anterior: “Então, Pilatos, querendo contentar a multidão, soltou-lhes Barrabás; e, após mandar açoitar a Jesus, entregou-o para ser crucificado” (Marcos 15:15). 

Sim, Jesus apanhou muito, recebeu muitos açoites e, além disso, antes de percorrer o caminho de onde estava até o local da crucificação, ainda recebeu mais violência dos guardas: “Davam-lhe na cabeça com um caniço, cuspiam nele e, pondo-se de joelhos, o adoravam” (Marcos 15:19).

(3) Essas informações nos ajudam a entender que Jesus começou a caminhada carregando a pesada cruz, porém, bastante debilitado pela violência que sofreu, que não foi pequena.

Claro, os soldados perceberam que ele estava muito violentado, machucado e debilitado. Como o objetivo era que a morte se desse na cruz, pela crucificação, não seria aceitável que o prisioneiro morresse no meio caminho, isso traria problemas aos guardas. 

 É aqui que entra Simão Cireneu, que estava passando por ali e é escolhido em meio aos que estavam ali perto. Será que ele tinha um bom porte físico e por isso foi escolhido?

Talvez ele pudesse ter chegado perto por curiosidade e avaliado com uma boa pessoa para ajudar Jesus a carregar a cruz. Foi ali que os guardas o obrigam a carregar a cruz, ajudando o Cristo sofredor!

(4) Não temos muitos detalhes sobre esse homem, mas é possível que esse encontro tenha feito dele um cristão. Afinal, por que Marcos o citaria por nome e ainda citaria seus filhos também por nome?

Quando Marcos cita “Simão cireneu… pai de Alexandre e de Rufo” parece estar querendo falar de alguém que foi conhecido de seus leitores, parece querer identificá-lo aos seus leitores!

Teria Simão se convertido depois de ajudar a Cristo levar sua cruz? Teria virado um cristão fervoroso e conhecido, juntamente com seus filhos?

São coisas possíveis! Alguns, inclusive chegam a pensar que o Rufo citado por Paulo em Romanos 16:13 possa ser o filho de Simão Cireneu, porém isso é só uma especulação que não tem como ser provada!

Por fim, a informação mais clara que temos dele, vem da palavra Cireneu. Isso não é um sobrenome, mas a cidade de onde ele era, Cirene. Cirene era capital da Cirenaica, um distrito da Líbia. A Líbia, por sua vez, era um país localizado no norte da África, a oeste do Egito. Hoje corresponde a região onde fica parte de Marrocos, Argélia, Tunísia, Líbia e Egito.