26 junho 2013

Quer Andar A Pé?



Quer Andar A Pé?
"agrada-me fazer a tua vontade, ó Deus meu" (Salmos 40:8).


Um rapaz, ainda jovem, acabava de conseguir sua licença para
dirigir. Ele perguntou ao pai, um ministro do Evangelho, se
poderiam conversar sobre "dirigir o carro da família". Seu
pai o levou até sua sala de estudos e lhe disse: "Vamos
fazer um acordo. Você me traz suas notas escolares, estuda
um pouco a sua Bíblia, corta o cabelo e nós conversaremos
sobre o assunto". Depois de um mês o jovem retornou ao seu
pai e perguntou se podiam conversar sobre o uso do carro.
Novamente foram para a sala de estudos do pai e este lhe
disse: "Filho, eu tenho estado orgulhoso. Você trouxe boas
notas, tem estudado a Bíblia com diligência, porém, seu
cabelo continua muito grande!" O jovem aguardou um momento e
falou: "Sabe, papai, eu tenho pensado muito sobre isso.
Sansão tinha cabelos longos, Moisés tinha cabelos longos,
Noé tinha cabelos longos e até Jesus tinha cabelos longos...
Seu pai lhe respondeu: "Sim, é verdade. E todos eles andavam
a pé para todos os lugares aonde iam!"


A nossa ilustração é apenas uma maneira de descontrair e não
pretendo falar sobre costumes aqui. A minha reflexão é sobre
renunciar ou não a alguns de nossos interesses para que a
obra do Senhor seja completa em nós.


Aprendemos a questionar aquilo que julgamos contrário ao que
pensamos, mostramo-nos rebeldes aos ensinos de nossos pais e
líderes da igreja, queremos que todos se adaptem ao nosso
modo de viver e a única coisa que não aceitamos é obedecer à
vontade de Deus.


Quando o Senhor nos chama, Ele tem propósitos para nossa
vida. Ele deseja que sejamos submissos à Sua direção e
confiemos que essa será a melhor maneira de alcançarmos a
felicidade. Ele sabe de que somos capazes e não nos cabe
questionar nada, apenas dizer: "Eis-me aqui, Senhor. Faça em
mim segundo o Seu querer, na hora que julgar adequada".


Você quer fazer a vontade do Senhor ou, espiritualmente,
andar a pé?
 

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[Estudos Bíblicos] Decepção Parte IV

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O perdão que vence a culpa


"Agora, pois, já nenhuma condenação há para os que estão em Cristo" ( Rm 8.1 )

O sentimento de culpa atormenta-nos a todos, quer sejamos religiosos ou não. A maneira humana de lidar com a culpa é a expiação. Os estudiosos da "psiquê" humana asseveram que muitas doenças físicas e psíquicas, acidentes e frustrações na vida pessoal e profissional são tentativas de auto-expiação; isto é, uma forma de punição que o sofredor administra a si mesmo com o propósito de "saldar a dívida" advinda da culpa.

Ora o moralista usa a sua religiosidade, ou código moral, a fim de reprimir a culpa. Contudo, reprimir, esconder, projetar ou negar a culpa, não resolve os tormentos com os quais sofre a mente culpada.

O que se sente "pecador" e "miseravelmente e desgraçadamente" culpado, por sua vez, busca livrar-se da culpa mediante a expressão pública das suas faltas. Quase sempre, contudo, este mecanismo revela-se como uma falsa humildade ou pseudo arrependimento, haja vista que a autocomiseração também é uma tentativa de auto-expiação.

O caminho para a solução do problema da culpa é simples! No Evangelho de Jesus Cristo, aliás, tudo é demasiadamente simples! O início da caminhada depende, contudo, da decisão humana de romper com seus mecanismos de defesa e de auto expiação e assumir a responsabilidade pessoal pelas faltas cometidas, transgressões, erros e delitos.

Reconhecer a culpa e a insuficiência dos nossos esforços de auto expiação é fundamental, mas não é suficiente. A Palavra de Deus ensina-nos que "Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda a nossa injustiça" (I João 1.9).

Confessar, contudo, não é simplesmente fazer um relato das faltas, como se Deus precisasse ser informado sobre nossos atos. Afinal, Ele conhece todas as coisas (Hebreus 4.13). Confessar é acima de tudo concordar com Deus no fato de que meus erros transgridem a Sua vontade, reconhecer que sou merecedor da condenação, crer que Jesus Cristo se fez condenação em meu lugar, efetuando o pagamento da minha dívida ao levar sobre si a minha culpa, e decidir voluntariamente e prazerosamente cumprir a Sua vontade.

Não existe confissão verdadeira sem arrependimento verdadeiro. Arrependimento é o reconhecimento da culpa. É despojar-me das máscaras e das sutilezas auto-expiatórias da repressão e autocomiseração e crer na obra propiciatória de Cristo. O senso de culpa que nos leva a Deus nos revela, assim, o seu amor e o seu perdão.

A confissão, fruto de sincero arrependimento, traz-nos o perdão de Deus; este, por sua vez, vence a culpa e nos traz a paz!  "Justificados, pois, mediante a fé, temos paz com Deus por meio de nosso Senhor Jesus Cristo". (Rm. 5.1)

Por isso o apóstolo Paulo, depois ter exclamado o desespero causado pela culpa (Romanos 7.21-24), escreveu: "Agora, pois, já nenhuma condenação há para os que estão em Cristo". (Rm. 8.1)

Não obstante a obra de Deus ser perfeita, o que fora perdoado pode reter na memória a culpa pelos seus erros e fracassos!

Ainda que perdoado, o cristão pode viver continuamente acuado pelas lembranças de seus erros, penalizando-se e sofrendo os danos da auto acusação.

A fé em Cristo, contudo, não apenas nos livra da condenação, mas também da acusação. "(...) se o nosso coração nos acusar, certamente Deus é maior do que o nosso coração" (I João 3.20); e ainda: "Pois, para com suas iniqüidades, usarei misericórdia e dos seus pecados jamais me lembrarei" (Hb. 8.12).

Rev. Ezio Martins de Lima

Por Litrazini
http://www.kairosministeriomissionario.com/ 
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