30 junho 2024

Estes 5 princípios bíblicos vão te ajudar a ser próspero nas finanças mesmo nas crises

  Postado por Presbítero André Sanchez

Vacas gordas e vacas magras. Essas são duas situações que todos nós passaremos mais cedo ou mais tarde em nossas vidas. Há dias em que temos fartura e há dias (às vezes muitos) em que vivemos dificuldades grandiosas até mesmo para ter o essencial para uma vida digna. 

O grande fato, porém, é que existem na Bíblia pelo menos cinco princípios muito poderosos que vão nos ajudar a passar por esses dias (sejam de vacas gordas ou muito magras) de uma forma mais tranquila, sendo prósperos em nossas finanças, mas claro, se os aplicarmos com sabedoria.

Você quer aprender esses cinco princípios? Então continue comigo até o final!

5 princípios bíblicos para ter sucesso nas finanças

(1) Ter em mente que dias difíceis aparecerão mais cedo ou mais tarde

Quando temos um emprego e certa estabilidade nas finanças, quando ganhamos um salário que nos atende muito bem em nossas necessidades ou quando tudo vai bem em nossa vida, costumamos ter um certo “otimismo prejudicial” que nos deixa distraídos para uma verdade incontestável:

Os dias difíceis aparecerão! José do Egito tinha claramente esse princípio em mente quando disse ao Faraó:

“Seguir-se-ão sete anos de fome, e toda aquela abundância será esquecida na terra do Egito, e a fome consumirá a terra” (Gênesis 41:30). 

Ter em mente que dias difíceis aparecerão nos torna mais prudentes em nossos gastos, em nossa forma de administrar, em nossa forma de lidar com o dinheiro e com tudo aquilo que conquistamos com nosso trabalho.

Quando anos de abundância estão diante de nós costumamos esbanjar, desperdiçar, administrar de forma distraída os nossos recursos, o que nos levará a grande dor nos dias difíceis. Por isso, pense hoje: Será que amanhã enfrentarei dias difíceis? Como posso me preparar hoje para eles?

(2) Tenha planos claros para enfrentar os dias difíceis

Quando a crise chegar e desestabilizar suas finanças e sua vida o que você vai fazer? Se perder o emprego, se houver cortes de salário em sua empresa ou se seu negócio vender menos do que nos anos de vacas gordas, o que você fará? Qual é o seu plano para os dias de vacas magras?

José do Egito tinha em mente que deveria haver um plano para enfrentar os dias de vacas magras, que era preciso refletir agora, quando tudo estava bem, a respeito do que precisaria ser feito agora para que os dias difíceis não tivessem tanto impacto negativo sobre suas vidas:

“Faça isso Faraó, e ponha administradores sobre a terra, e tome a quinta parte dos frutos da terra do Egito nos sete anos de fartura. Ajuntem os administradores toda a colheita dos bons anos que virão, recolham cereal debaixo do poder de Faraó, para mantimento nas cidades, e o guardem. Assim, o mantimento será para abastecer a terra nos sete anos da fome que haverá no Egito; para que a terra não pereça de fome” (Gênesis 41:34-36). 

Para ser próspero nas finanças, mesmo nos momentos de crise, é preciso ter planos claros e realizáveis para nos guiar nos momentos de fartura e também nos momentos de crise que poderão vir. 

(3) Siga os planos religiosamente

Não adianta ter planos e não os seguir. José do Egito apresentou um grandioso plano ao Faraó: guardar 20% de toda a colheita que fosse realizada nos bons anos.

Era um plano inteligente, porém, não era fácil de ser colocado em prática. Onde guardar tudo isto? Certamente precisariam construir grandes celeiros de estocagem. Também foi necessário sacrifício para não mais gastar tudo que era produzido, antes, todos precisariam economizar.

Foi necessário o convencimento de todos e a participação de todos os envolvidos. Foi necessário foco para que a administração fosse precisa: quanto colhemos? Quando precisamos para sobreviver? Quanto iremos guardar? Onde podemos cortar para não consumirmos mais do que o necessário?

A administração dos planos é um princípio essencial para vencermos os tempos de crise antes mesmo que eles cheguem. 

(4) Faça poupança

Não existem milagres na matemática. Se você gasta mais do que ganha, se compromete a maioria da sua renda com dívidas ou se gasta muito com supérfluos, passará por graves problemas nos tempos de vacas magras.

José do Egito usa o princípio da poupança para resolver o problema das vacas magras, da crise que iriam viver. Esse princípio é poderoso! Poupe o máximo que puder. Não importa se é pouco, mas poupe. O que você poupar hoje poderá te alimentar amanhã. José estipulou que 20% fosse poupado. Esse é um bom número.

Se você consegue poupar 20% do que ganha, em 5 meses consegue poupar o sustento de 1 mês. Isso fará muita diferença quando as vacas magras baterem a sua porta. Faça da poupança um plano inegociável.

Durante 7 anos, o povo do Egito foi obrigado a poupar 20% de sua produção. Obrigue-se também a poupar. Não negocie, faça acontecer como José do Egito fez, custe o que custar!

(5) Não seja relaxado em nenhum momento

A abundância torna as pessoas relaxadas (descuidadas) na administração de seus ganhos. José do Egito mais uma vez nos ensina que não se pode baixar a guarda quando o assunto é a administração de nossos ganhos. 

Mesmo nos sete anos de vacas magras que ele viveu com os egípcios, quando estavam com os celeiros cheios pela prudência de sua boa administração, não deixou de trabalhar e aumentar seus ganhos:

“Assim, comprou José toda a terra do Egito para Faraó, porque os egípcios venderam cada um o seu campo, porquanto a fome era extrema sobre eles; e a terra passou a ser de Faraó” (Gênesis 47:20).

Aqueles que foram prudentes na época das vacas gordas, venceram a crise e cresceram ainda mais seu patrimônio, enquanto aqueles que foram relaxados, perderam seus bens pela imprudência da sua administração.

Seja prudente com seus ganhos, assim, não só poderá vencer os tempos de vacas magras, como também poderá socorrer pessoas e fazer muitos bons negócios para crescer ainda mais nos tempos de crise!

29 junho 2024

Por que estou passando por tantas provações se deixei o pecado e sou fiel a Deus?

 Postado por Presbítero André Sanchez

Você pergunta: Eu não entendo! Enquanto eu estava longe de Deus parece que as coisas não eram tão difíceis. Parece que a partir do momento em que fiz um propósito de ser santo e ser fiel a Deus as coisas ficaram mais difíceis. Não aguento mais tantas provações. Se sou fiel a Deus as coisas não deveriam ser diferentes? 

Caro leitor, em primeiro lugar gostaria de te dizer que me solidarizo com suas provações. Sofrimentos não são fáceis e realmente desequilibram nossa vida. Mas gostaria de pontuar algumas questões bíblicas importantes para que os que passam por provações possam compreender essa questão.  

Sou fiel a Deus e é só provação na minha vida! 

(1) Hoje é muito difundido no meu cristão que o servo de Deus deve ter uma vida abundante financeiramente falando. Usam o texto de João 10:10 para declarar que servos de Deus não podem ser pobres, não podem passar por tribulação, não podem ficar doentes, etc., etc. Isso é uma inverdade.

Vida abundante é uma vida dentro dos propósitos de Deus, ainda que esses propósitos sejam desafiadores. Observe, por exemplo, aqueles que a Bíblia cita como heróis da fé em Hebreus 11:36-40.

Esses servos de Deus passaram por grandes provações e foram considerados como pessoas de vida abundante, pois andaram nos caminhos do Senhor mesmo diante das contrariedades.

(2) Jesus Cristo deixou claro aos seus discípulos que o caminho de Deus é apertado e que a porta é estreita (Mateus 7:13-14). Porém, é o caminho da vida que está em Jesus (João 14:6). Jesus também alertou que no mundo passaríamos por aflições, mas deveríamos nos espelhar Nele, que venceu a todas (João 16.33). 

Jesus disse que o verdadeiro discípulo deveria levar a sua cruz, ou seja, pagar o preço de ser um seguidor de Jesus (Mateus 10:38). Jesus não enganou ninguém, deixou claro que o caminho de Deus é o melhor de todos os caminhos, porém, não é o mais fácil.

 (3) Os inimigos do servo de Deus sempre se levantam quando este vive uma vida piedosa. Quando você disse que antes de conhecer a Deus sua vida era “melhor”, na realidade, não sabe exatamente o que está dizendo.

A vida sem Deus é uma vida de morte, o caminho sem Deus também leva a morte (Provérbios 14:12,27). O que ocorre é que quando você vivia de acordo com o que agradava o mundo este não oferecia nenhuma resistência a você.

Mas quando você decide viver uma vida que agrada a Deus os inimigos se enfurecem. Paulo disse isso claramente na sua carta ao jovem pastor Timóteo: “Ora, todos quantos querem viver piedosamente em Cristo Jesus serão perseguidos.” (2 Timóteo 3:12).

(4) Mas você deve saber que a provação não é uma maldição. A Bíblia mostra a provação de uma outra forma, veja: “Meus irmãos, tende por motivo de toda alegria o passardes por várias provações, sabendo que a provação da vossa fé, uma vez confirmada, produz perseverança. Ora, a perseverança deve ter ação completa, para que sejais perfeitos e íntegros, em nada deficientes.” (Tiago 1:2-4).

(5) É evidente que a provação não é gostosa e a Bíblia não nos manda sermos masoquistas. O xis da questão é a forma como a vemos.

Se compreendermos quem somos, nossa missão de vida, os inimigos que lutam conosco e a soberania de Deus sobre todas as coisas, inclusive sobre as nossas provações, iremos enfrentá-las com outro ânimo e crescer a partir das lutas contra elas.

Jesus é o exemplo máximo de alguém que transformou provação em bênção. É por isso que Tiago diz para termos alegria quando estamos enfrentando as provações. Ele sabia que não as estava enfrentando sozinho, ele sabia porque elas vinham sobre ele, ele sabia que podia transformá-las em crescimento e bênção, por isso, podia ter alegria ao passar por elas, ainda que fossem dolorosas.

Os animais têm corpo, alma e espírito? O que a Bíblia diz?

  Postado por Presbítero André Sanchez

Você pergunta: Eu sou apaixonada por bichinhos desde de criança. E todos que têm bichinhos sabem que a nossa maior dor é quando eles morrem. Sempre me perguntei se os animais têm alma, se são como nós, mas nunca achei essa resposta na Bíblia. Você pode me ajudar a compreender essa questão? 

Cara leitora, essa é realmente uma pergunta muito interessante. Quero te convidar a analisarmos juntos à luz da Bíblia aquilo que é revelado sobre se os animais têm alma. 

 Animais têm alma? O que a Bíblia diz?

(1) A primeira coisa que precisamos definir é o que entendemos por alma. Na Bíblia, alma e espírito são sinônimos e apontam para a parte imaterial do ser humano em todos os aspectos. 

É por isso que algumas vezes a Bíblia se refere, por exemplo, aos nossos sentimentos como alma (Salmos 13:2) e, em outras, usa alma para falar do nosso ser espiritual (Ezequiel 18:4).

  Agora que definimos o que é alma, vamos considerar em nossa análise se os animais têm alma como os seres humanos têm.

(2) Quando analisamos a criação observamos a criação dos animais em Gênesis 1:20-25. Nessa criação não existe qualquer detalhamento falando a respeito de alma ou espírito.

Mas nos chama a atenção que é revelado que Deus fez os animais “conforme as suas espécies”. Isso nos ajudará a entender melhor a situação daqui a pouco.

Continuemos: Já na criação do ser humano, encontramos dentro do detalhamento dado por Deus, que o ser humano foi criado à imagem e semelhança de Deus (Gênesis 1:26) e também que Deus o criou com corpo e alma ou espírito (Gênesis 2:7). Aqui temos uma diferença fundamental entre animais e seres humanos.

(3) Feitas essas colocações podemos concluir algumas coisas: os animais não têm uma alma como os seres humanos têm, ou seja, uma parte imaterial imortal, sendo imagem e semelhança de Deus.  

O que os animais possuem é o instinto. O instinto foi dado por Deus a eles quando os criou “segundo as suas espécies”.

Deus escreveu dentro deles leis naturais que cada espécie iria seguir. É por isso que cada espécie de animal age de uma forma, que algumas são selvagens enquanto outras se deixam domesticar, e outras diversas ações características de cada espécie. O instinto é o fôlego de vida do animal.

(4) Não podemos negar, no entanto, que existe certo nível de emoções e inteligência dentro do ser de cada animal. Veja este texto: “O boi conhece o seu possuidor, e o jumento, o dono da sua manjedoura…” (Isaías 1:3).

Como um boi ou um jumento poderiam “conhecer” o seu dono se não existisse algo dentro dele que o possibilitasse interagir dessa forma como os seres humanos?

Alguns entendem que isso poderia ser um indicativo de que os animais têm alma como nós seres humanos temos, no entanto, isso é pouco provável.

O mais provável é que dentro do instinto dos animais exista essa capacidade, especialmente em espécies de animais domésticos; uma capacidade que permite que eles interajam com o mundo a sua volta, especialmente com os seres humanos. 

(5) Alguns ainda usam o texto de Eclesiastes 3:16-22, principalmente o verso 19 para afirmar que os animais têm alma: “Porque o que sucede aos filhos dos homens sucede aos animais; o mesmo lhes sucede: como morre um, assim morre o outro, todos têm o mesmo fôlego de vida, e nenhuma vantagem tem o homem sobre os animais; porque tudo é vaidade” (Eclesiastes 3:19).

Analisando, porém, esse texto e o seu contexto, observamos que quando o autor fala de “fôlego de vida” não está falando da alma, mas do corpo e da morte como algo que atinge homens e animais, que quando morrem voltam ao pó.

Logo mais à frente o autor fala sobre a alma dos homens de forma detalhada e esclarecida: “e o pó volte à terra, como o era, e o espírito volte a Deus, que o deu” (Eclesiastes 12:7). 

(6) Assim concluímos que, biblicamente, não temos elementos claros para afirmar que os animais têm alma como nós seres humanos temos.

Antes, eles têm o seu instinto que os capacita a cumprir a missão que Deus deu a cada espécie dentro da natureza e também na interação com o ser humano dentro do período de vida de cada um.