20 abril 2018

A verdade sobre a Páscoa

 


"Irmão, eu sei que a Páscoa não tem nada a ver com coelhinho e ovos de chocolate, mas também não entendo porque ela é uma festa cristã. Você poderia escrever algo sobre a Páscoa?"

R: Neste mês comemoramos a nossa libertação do pecado através de um sacrifício feito na cruz do Calvário. Sim, eu estou falando da Páscoa, data em que comemoramos a ressurreição de Jesus e sua vitória sobre a morte, o pecado e o diabo.

Por todo o mundo, pessoas de todas as crenças, celebram do seu jeito esse tempo de renovo, que simboliza a passagem da morte para a vida. Mas, como você disse: "Será que realmente sabemos o verdadeiro sentido da Páscoa?" A Páscoa não é e nem deve ser considerada só um momento de celebração, com bacalhau no prato e troca de ovos de chocolate. Eu não sou contra essas tradições! O que estou dizendo é que devemos lembrar as pessoas sobre o verdadeiro sentido da páscoa, falando da morte e ressurreição de Jesus e do que Ele fez por nós.

A primeira páscoa aconteceu há milhares de anos, quando o povo de Deus estava sendo escravizado no Egito. Deus teve misericórdia e decidiu libertá-los através de Moisés. Mas Faraó não queria deixá-los ir embora, por isso Deus enviou pragas para tentá-lo mudar de ideia. E como Faraó endureceu o coração, o Senhor decidiu ferir todos os primogênitos do Egito como forma de castigo.

Porém, para o Seu povo (os israelitas), Deus deu uma ordem: Eles deveriam sacrificar um cordeiro para cada família e assim teriam a proteção. Eles tinham que passar o sangue deste cordeiro na porta de cada casa, para quando o destruidor (a morte) passasse, não entrasse na casa que tivesse sido marcada pelo sangue na porta (Leia Êxodo 12:1-14). Daí vem o termo Páscoa (no hebraico: pesah), que significa "pular além da marca", "passar por cima", ou "poupar". Sendo assim, eles foram protegidos da condenação e da morte através do sangue do cordeiro morto.

Da mesma forma, muitos anos depois, Deus enviou o seu Filho Jesus, o Cordeiro Santo para ser morto numa cruz, e o seu sangue aspergido sobre os nossos pecados nos traz salvação, proteção, livramento e vida. A Bíblia diz que Deus sempre amou a humanidade, porém, todos nós O desobedecemos e pecamos, com isso fomos condenados à morte eterna. E como não podemos apagar essa dívida, precisamos de um cordeiro puro, sem pecados, para nos livrar da condenação do inferno.

E Jesus é este cordeiro! Quando João Batista o viu se aproximando, ele disse: "Vejam! É o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo!" (Jo 1:29). Jesus se fez homem, morreu para nos salvar e ressuscitou. E todo aquele que crê no seu sacrifício e se arrepende, recebe o sangue dEle que dá livre acesso ao Pai. Não precisamos mais fazer sacrifícios nem penitências, pois tudo já foi consumado - O preço já foi pago por nós na cruz. Jesus é a verdadeira Páscoa e nada e ninguém pode substituí-lo!

A Páscoa é um tempo para lembrarmos do amor e da misericórdia de Deus. É o momento de buscarmos uma mudança na maneira de pensar, agir e falar. Para isso, precisamos abandonar o pecado, a falta de fé e tudo que nos afasta do Senhor. Devemos crer nas promessas de Jesus: "Eu vim para que vocês tenham vida, e a tenham em abundância" (João 10:10). Nós não podemos nos conformar com as coisas deste mundo, mas sim permitir que sejamos transformados a cada dia pela Palavra de Deus. Jesus foi morto, mas ressuscitou ao terceiro dia, e Ele fez isso para que pudéssemos crucificar a nossa natureza pecaminosa e ressuscitarmos para a vida que Deus tem para nós. Isso nos dará a vida eterna - "Quem semeia para a sua carne, da carne colherá destruição; mas quem semeia para o Espírito, do Espírito colherá a vida eterna" (Gálatas 6:8).

Quais áreas de sua vida precisam de ressurreição? O que você deixou morrer que precisa renascer o quanto antes? Talvez você precisa ressuscitar a alegria de viver, a paz, a sua fé, os seus sonhos, a esperança, o otimismo, o perdão, o amor próprio e ao próximo, etc. Ao responder essas perguntas, você estará dizendo a Jesus: "Senhor, agora eu entendo o verdadeiro motivo de Sua morte e ressurreição. Por favor, transforme a minha vida! Eu creio em Ti como meu único Salvador e agradeço por me dar a oportunidade de me tornar filho de Deus."

Enfim, desejo que nesta data tão especial você seja restaurado e motivado a buscar, dia após dia, as coisas do Alto, sempre desfrutando da Graça de Deus que nos perdoa, nos corrige, nos ama e nos dá a salvação através do Cordeiro de Deus: Jesus Cristo.

JESUS ENXERGAVA O SOFRIMENTO ALHEIO

 

Ao passar, Jesus viu um cego de nascença (Jo 9.1) 

JESUS ENXERGAVA AS DEFORMIDADES FÍSICAS — as costas corcundas por 18 anos da mulher encurvada (Lc 13.11), a mão atrofiada daquele homem que estava na sinagoga (Lc 6.6), as pernas imóveis por 38 anos do paralítico do tanque de Betesda (Jo 5.5), os olhos baços do cego de nascença (Jo 9.1), o rosto sem a orelha direita do servo do sumo sacerdote (Lc 22.50).

JESUS ENXERGAVA OS TRANSTORNOS COMPORTAMENTAIS — a nudez e a violência do endemoninhado de Gerasa, que vivia nos sepulcros, gritava sem parar e cortava-se com pedras (Mc 5.1-5).

JESUS ENXERGAVA A TRISTEZA INTERIOR — a dor daquela mulher que já havia perdido o marido e agora estava sepultando o único filho (Lc 7.13), e as lágrimas da irmã e dos amigos de Lázaro, sepultado quatro dias antes (Jo 11.33). Duas vezes, Jesus perguntou a Maria Madalena: “Mulher, por que está chorando?” (Jo 20.13, 15).

JESUS ENXERGAVA O VAZIO EXISTENCIAL — ao encontrar-se com aquela samaritana que já havia vivido com cinco maridos e estava ligada ao sexto, o Senhor lhe disse solenemente: “Quem beber desta água terá sede outra vez, mas quem beber da água que eu lhe der nunca mais terá sede” (Jo 4.13-14). Este vazio acontece quando a pessoa não sabe de onde veio nem para onde vai, corre atrás de tudo e não tem nada, experimenta tudo e nunca se satisfaz. Jesus teve compaixão daquela multidão de homens e mulheres famintos “porque eram como ovelhas sem pastor” (Lc 9.10-17). A sede da alma é mais intensa do que a sede do corpo. O vazio existencial é mais doloroso do que o vazio estomacal.

JESUS ENXERGAVA A PRESSÃO DA CULPA – a mulher pecadora que ele havia perdoado, cheia de gratidão, não se conteve e entrou sem ser convidada na casa de Simão, o fariseu, e fez tudo o que o seu coração desejava: lavou os pés do Senhor com suas lágrimas, enxugou-os com seus cabelos, beijou-os e, por último, os ungiu com o perfume que trazia num frasco de alabastro. Embora fosse uma cena inusitada, Jesus não interrompeu o ritual da mulher e ainda a defendeu, explicando ao seu anfitrião que “aquele a quem pouco foi perdoado, pouco ama”. E ainda se dirigiu à vista de todos à mulher, dizendo-lhe três coisas: “Seus pecados estão perdoados”, “sua fé a salvou” e “vá em paz” (Lc 7.36-50).

O mesmo aconteceu com outra mulher em situação bastante complicada, que tinha sido surpreendida em adultério (portanto não tinha como se defender) e caído nas mãos dos implacáveis fariseus. Felizmente, ela foi levada a Jesus, que, depois de desmoralizar e mandar embora os acusadores da mulher, disse-lhe mais ou menos as mesmas três palavrinhas ditas à ex-“pecadora”: “Eu também não a condeno”, “agora vá” e “abandone sua vida de pecado” (Jo 8.1-11).

Ninguém suporta o peso continuado (“dia e noite”) da mão do Senhor, cujo propósito é conduzir o culpado à confissão e ao abandono do pecado (Sl 32.1-5).

Transcrito Por Litrazini

A SANTÍSSIMA TRINDADE E A LÓGICA HUMANA

 

Tentar enquadrar a Trindade na lógica humana é inútil. A conta não fecha. Na matemática dos homens, um mais um mais um são três. Na de Deus, o resultado é um.

Os incrédulos dizem: “Não pode”! Deus responde: “Pode”! Quatro declarações de Jesus põem em polvorosa os inimigos da cruz:

1. “Eu e o Pai somos um” (Jo 10.30).

2. “Quem me vê a mim vê o Pai” (Jo 14.9)

3. “Ninguém subiu ao céu, senão o que desceu do céu, o Filho do Homem, que está no céu”. Com esta, os incrédulos ficam enlouquecidos. Como ele pôde afirma que estava no céu, se ainda permanecia na terra?

4. “Antes que Abraão existisse, eu sou” (Jo 8.58). Cerrando os dentes e coçando a cabeça, os anticristos bradam: “Como é possível esse Jesus, nascido de mulher, fazer declaração idêntica a de Jeová, conforme Êxodo 3.14: “Dirás aos filhos de Israel: EU SOU me enviou a vós”.

Mais irritados .1: “No princípio, era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus”.

Não dá para enquadrar em nossa lógica o sobrenatural de Deus. A saída é aceitarmos pela fé, porque o justo viverá pela fé.

Se pudéssemos explicar a Trindade pela ciência ou pela matemática, não precisaríamos de fé.

Explicaríamos, por exemplo, a ressurreição corporal de Jesus, seu nascimento virginal, seus muitos milagres: multiplicação de pães, transformação de água em vinho, andar sobre as águas, ressuscitação de Lázaro, e tantos outros?

Por isso, o apóstolo Paulo escreveu: “A palavra da cruz é loucura para os que perecem, mas para nós, que somos salvos, é o poder de Deus. Porque está escrito: Destruirei a sabedoria dos sábios e aniquilarei a inteligência dos inteligentes” (1 Co 1.18-19).

Pr. Airton Evangelista da Costa