20 abril 2018

A BÍBLIA ENSINA QUE EXISTEM DISCOS VOADORES?


 

EZEQUIEL 1.5-28 – ESTA PASSAGEM É UMA MANIFESTAÇÃO DE DISCOS VOADORES E SERES EXTRATERRESTRES?

E do meio dela saía a semelhança de quatro seres viventes. E esta era a sua aparência: tinham a semelhança de homem. E cada um tinha quatro rostos, como também cada um deles quatro asas... Como o aspecto do arco que aparece na nuvem no dia da chuva, assim era o aspecto do resplendor em redor. Este era o aspecto da semelhança da glória do Senhor; e, vendo isto, caí sobre o meu rosto, e ouvi a voz de quem falava.

Ezequiel fala de “criaturas viventes”, cujas faces tinham “a semelhança de um homem”, que se moviam “à semelhança dos relâmpagos” (v. 14). “Elevando-se eles da terra”, “elevavam-se também as rodas defronte deles” (v. 21). Algumas pessoas, especialmente os adeptos da Nova Era — têm tomado este verso como uma referência a objetos voadores não identificados (OVNIs) e seres extraterrestres.

RESPOSTA APOLOGÉTICA: Esse texto não descreve uma visita de OVNIs, mas uma visão da glória de Deus. O texto diz claramente que “Este era o aspecto da semelhança da glória do Senhor” (Ez. 1.28). Aquilo que está sendo contado pelo texto foi chamado de “visões” já no primeiro versículo. Visões usualmente se apresentam em forma altamente simbólica (Ap. 1.9-20), portanto a “semelhança” (v. 28) atribuída ao que foi mostrado não deve ser tomada de forma literal, mas simbólica.

Neste caso as “criaturas viventes” eram anjos, uma vez que possuíam “asas” (v. 6) e voavam no meio do céu (Ez. 10). Eles são comparáveis aos anjos mencionados em Isaías 6.2, e especialmente quando se refere às “criaturas viventes” (anjos), que estavam ao redor do trono de Deus em Apocalipse 4.6. A mensagem que os acompanhava era do “Senhor Deus” de Israel, através do profeta Ezequiel (2.1-4), dirigida à “nação rebelde” (3.4), e não uma mensagem de pretensos seres extraterrestres.

Não há evidências reais de que existam criaturas extraterrestres semelhantes a seres humanos em qualquer parte do universo, mas as Escrituras nos previnem contra o“espírito da mentira” (IRs. 22.22) e contra os “espíritos enganadores” (ITm. 4.1).

Esses demônios ou anjos malignos enganam pessoas, levando-as a pensar que são seres extraterrestres, mas podem ser reconhecidos através de seu falso ensino e das práticas malignas que encorajam, tais como a idolatria, a feitiçaria, a astrologia, a adivinhação, a cartomancia e o contato com os espíritos dos mortos (Dt. 13.1-9; 18.9-22; ITm. 4.1-5).

Fonte: Resposta Às Seitas, Norman L. Geisler e Ron Rhodes, CPAD, 2000 – Texto compilado e adaptado pelo Pr. Edison Miranda da Silva. Bíblia Apologética, ICP, 2000.

Por Litrazini

Luta Contra o Pecado


“Na luta contra o pecado, vocês ainda não resistiram até o ponto de derramar o próprio sangue.” (Hebreus 12:4)
Olá, Renato,
Todos nós, em algum momento da vida, enfrentamos a situação de lutar contra pecados que muitos convencionaram chamar de “pecados de estimação”. Aqueles que, por hábito, temperamento ou fraqueza de caráter, parecem ter vida própria e nos assaltam quando menos esperamos e nos fazem cair.
Se por um lado, encontramos consolo de que Cristo é o nosso advogado e podemos receber o perdão e a purificação ao confessar os nossos pecados (1 João 1:9); por outro, questiono-me se estamos fadados a ser continuamente derrotados por esses pecados. Se assim for, penso que esse seria o estado de continuar escravo do pecado, o que não é consistente com a promessa de Cristo de que aquele “que o Filho libertar será verdadeiramente livre” (João 8:36).
O que me chamou a atenção nessa passagem foi a expressão “vocês ainda não resistiram”. O perdão dos pecados foi garantido por Cristo ao derramar o Seu sangue na cruz. Mas, resistir ao domínio do pecado sobre os nossos corpos e mentes é nossa responsabilidade. Foi isso que Deus disse a Caim: “O pecado jaz à porta; o seu desejo será contra ti, mas a ti cumpre dominá-lo” (Gênesis 4:7).
Essa reflexão me fez lembrar o testemunho de um homem que se converteu de uma vida de drogas, homossexualismo e protituição. Na época de sua conversão ele tinha um “amante”, um homem que frequentemente usava os seus “serviços”. Algumas semanas após a sua conversão, depois de ter parado com as atividades, ele foi procurado por esse homem que insistiu que queria continuar o relacionamento. Com a sua recusa, aquele homem tentou forçá-lo e ele resistiu dizendo que havia se convertido e que não mais faria aquilo. Os dois travaram uma luta corporal tão intensa que quando ele conseguiu se livrar e o homem desistindo, foi embora, ele estava muito ferido e com toda a roupa rasgada. Ele testemunhou que depois daquilo nunca teve que lutar com pensamentos de voltar àquelas práticas.
E você, Renato, já se dispôs a lutar contra o domínio de um pecado a ponto de poder dizer que derramou sangue para se ver livre dele? Ou quando esse lhe bateu a porta, não ofereceu resistência e deixou-o entrar e estragar seu relacionamento com Deus?
Não estamos sozinhos nessa luta, nem condenados a lutar só com nossas forças. Na ocasião em que Jesus subiu aos céus, ele prometeu aos discípulos que eles seriam revestidos de PODER. O Espírito Santo habita em você, portanto, o poder para resistir está dentro de você. Cumpre a ti, usar esse poder do Espírito Santo para lutar contra o domínio do pecado.
“Senhor, perdoe-me porque tantas vezes me deixei vencer por esses pecados recorrentes. Ajuda-me a confiar em ti e usar o teu poder para resistir, se necessário fisicamente, até conseguir a vitória.“

O SIGNIFICADO DE "SHEKINAH"

 

Costumo definir sinteticamenteSHEKINAH como: "a glória de Deus manifesta"!

O vocábulo "shekinah" não aparece na Bíblia, é uma transliteração da raiz hebraica "shkn" = habitar. Este termo "shkn" é muito usado pelos TARGUMITAS e RABIS e adotado pelos cristãos. Refere-se à glória visível de Deus habitando no meio do seu povo. Usa-se este vocábulo para designar a presença radiante de Deus, como vista na coluna de fogo, no Monte Sinai, no Propiciatório entre os querubins, no Tabernáculo, no Templo, etc.

Embora a palavra "shekinah" não apareça na Bíblia, há alusões à glória de Deus ("shekinah") em diversas passagens.

A seguir, transcrevo alguns comentários 1) J. B. Payne - Encliclopedia Histórico - Teológica da Igreja Cristã - Editor Walter A. Elwell - Sociedade Religiosa Edições Vida Nova. 2) Dicionário Bíblico Vida nova - Derek Williams, ed. 1) "SHEKINAH - A manifestação visível da glória de Deus.

Embora as escrituras neguem a existência de qualquer localidade permanente para Deus, descrevem, simultaneamente com a Sua transcedência, a Sua "glória", ou presença apreensível. A glória pode ser expressada no "rosto" de Deus, no Seu "nome" (Ex 33.18-20), no "Anjo" - os aparecimentos pré-encarnados de Cristo - ou na "nuvem" (Ex 14.19). A Shekinah diz respeito à nuvem que cercava a glória (Ex 40.34), parecia uma nuvem pesada através da qual chispam os relâmpagos (Êx 19.9,16).

A Shekinah apareceu pela primeira vez quando Deus conduziu Israel para fora do Egito e o protegeu por meio de"uma coluna de nuvem e de fogo" (13.21; 14.19). A nuvem vindicou Moisés contra os "murmuradores" (16.10; Nm 16.42) e cobriu o Sinai (Ex 24.16) enquanto ele se comunicava ali com Deus (v.18; cf. 33.9). Deus "habitava ( sakan, 25.8) no meio de Israel no tabernáculo (miskan, "lugar de habitação", v.9; cf. 1 Rs 8.13), que tipificava a Sua morada no céu (1 Rs 8.30; Hb 9.24).

A nuvem encheu o tabernáculo (Êx 40.34-35; cf. Rm 9.4); e o uso pós-bíblico, portanto, designou essa manifestação permanente e visível como "shekinah", "habitação" [da presença de Deus]". Pouco depois, em duas ocasiões, "saiu fogo (consumidor) de diante do SENHOR" (Lv9.23; 10.2). Especificamente, Deus apareceu "na nuvem sobre o propiciatório que está sobre a arca" (Lv 16.2; Ex 25.22; cf. Hb 9.5).

A Shekinah conduziu Israel através do deserto (Ex 40.36-38); e, embora a perda da arca importasse em "Icabode [nenhuma glória]" (1 Sm 4.21), a nuvem voltou a encher o Templo de Salomão ( 1 Rs 8.11; cf. 2 Cr 7.1). Ezequiel visualizou sua partida por causa do pecado (Ez 10.18) antes da destruição desse templo, e o judaísmo confessava a ausência dela do segundo templo.

A Shekinah reapareceu com Cristo (Mt 17.5; Lc 2.9), o Deus verdadeiro localizado (Jo 1.14; skene, "tabernáculo"; cf. Ap 21.3, = sekîna?), a glória do último templo (Ag 2.9; Zc 2.5). Cristo subiu na nuvem da glória (At. 1.9) e, um dia, voltará dessa maneira (Mc 14.62; Ap. 14.14; cf. Is 24.3; 60.1)." - J. B. Payne - Encliclopédia Histórico - Teológica da Igreja Cristã - Editor Walter A. Elwell - Sociedade Religiosa Edições Vida Nova.

2) SHEKINAH. Esplendor, glória ou presença de Deus habitando no meio do seu povo e o equivalente judaico mais próximo do Espírito Santo. O termo é posterior à Bíblia, mas o conceito está no ensinamento de que Deus habita no meio do seu povo (Êx 29.45s.).

A glória de Deus é vista em fenômenos como relâmpagos e nuvens no monte Sinai (Êx 19.16) e a nuvem brilhante que descia sobre a tenda da congregação e guiou Israel pelo deserto (Êx 40.34ss.).

A glória divina também está presente de modo especial no templo e na cidade celestiais (Ap 15.8; 21.23). Foi vista na transfiguração de Jesus (Lc 9.32) e será vista quando Jesus voltar à terra (Mc 8.38).

- Transcrito do Dicionário Bíblico Vida nova - Derek Williams, ed.

Bibliografia:
B. Payne - Encliclopédia Histórico - Teológica da Igreja Cristã - Editor Walter A. Elwell - Sociedade Religiosa Edições Vida Nova.
Dicionário Bíblico Vida nova - Derek Williams, ed.

Pr. Edemar V. Silva