01 outubro 2014

O poder do ritual


Ministérios RBC
O poder do ritual
Leitura: 1 Coríntios 11:23,34
…fazei isto em memória de mim. —1 Coríntios 11:24
Durante minha infância, uma das regras em nossa casa era que não podíamos ir dormir com raiva (Efésios 4:26). Todas as nossas brigas e divergências tinham que ser resolvidas. Essa regra era acompanhada do ritual da hora de dormir: mamãe e papai diziam a mim e a meu irmão: "Boa noite, amo você." E respondíamos: "Boa noite, amo você também."
O valor desse ritual familiar recentemente ficou marcado em mim. Minha mãe em um leito de asilo morrendo de câncer de pulmão, foi ficando cada vez menos responsiva, mas todas as noites ao deixá-la eu dizia: "Amo você mamãe." E ainda que não pudesse dizer quase nada, ela respondia: "Amo você também." Durante a infância eu não tinha ideia da dádiva que esse ritual seria para mim tantos anos mais tarde.
O tempo e a repetição podem privar nossos rituais de seus significados. Mas alguns deles são lembretes importantes de verdades espirituais vitais. Os cristãos do primeiro século fizeram mau uso do ritual da Ceia do Senhor, mas o apóstolo Paulo os aconselhou a não parar de celebrá-la. Ao contrário, ele lhes disse: "Porque, todas as vezes que comerdes este pão e beberdes o cálice, anunciais a morte do Senhor, até que ele venha" (1 Coríntios 11:26).
Ao invés de desistir do ritual, talvez precisemos restaurar seu significado.
—JAL
Qualquer ritual pode perder o significado, mas isso não o torna sem significado. 

Levante-se e Siga em Frente



"De todos os lados somos pressionados, mas não desanimados; ficamos perplexos, mas não desesperados; somos perseguidos, mas não abandonados; abatidos, mas não destruídos." (2 Coríntios 4:8-9)

Tempestades sempre virão em nossas vidas. A questão não é saber se virão, mas quando virão. Pra falar a verdade, estamos sempre entrando ou saindo de uma.

Espero que isso não lhe desanime, porque é melhor estar numa tempestade com Jesus, do que em qualquer outro lugar sem Ele.

Uma das funções das tempestades e das provações em nossas vidas é tornar-nos mais fortes espiritualmente. Por causa de uma tempestade, uma tentação ou uma dificuldade, aprendemos coisas que não poderíamos aprender de nenhuma outra maneira.

Perto do final do livro de Atos, Paulo estava fazendo sua última viagem a Roma, porque havia apelado para César. Enquanto eles viajavam, uma tempestade terrível caiu sobre eles e todos se desesperaram. Lucas descreveu o fato desta forma: "Não aparecendo nem sol nem estrelas por muitos dias, e continuando a abater-se sobre nós grande tempestade, finalmente perdemos toda a esperança de salvamento." (Atos 27:20).

Mas o Senhor enviou o Seu anjo para falar com Paulo, dando-lhe a capacidade de encorajar os outros a bordo: 
"Mas agora recomendo-lhes que tenham coragem, pois nenhum de vocês perderá a vida; apenas o navio será destruído. Pois ontem à noite apareceu-me um anjo do Deus a quem pertenço e a quem adoro, dizendo-me: 'Paulo, não tenha medo. É preciso que você compareça perante César; Deus, por sua graça, deu-lhe as vidas de todos os que estão navegando com você'. Assim, tenham ânimo, senhores! Creio em Deus que acontecerá do modo como me foi dito." (Atos 27:22-25)

Isso não quer dizer que não vamos ter belos momentos e até mesmo momentos de relativa tranquilidade. Nem todos os ventos que sopram na vida são devastadores. O registro da viagem de Paulo antes daquela grande tempestade dizia: "O vento sul soprava suavemente" (verso 13).

Demos graças a Deus por esses momentos em que o "vento sopra suavemente." Esses momentos em que podemos sentir o calor do sol em nossos ombros e que está tudo bem.
Mas é importante lembrar que há sempre uma tempestade vindo mais a frente!

As pessoas pensam que quando se age conforme a vontade de Deus, vai se estar sempre num "mar de rosas". Isso certamente não foi verdade para Paulo. Ele parecia enfrentar todo tipo de adversidade que se possa imaginar. Ele tinha inimigos que tentaram prejudicar e até mesmo destruí-lo por inveja. Ele teve contratempos inumeráveis ​​na vida como espancamentos e lesões físicas. Ele também tinha uma deficiência física pessoal, pela qual orou para ser curado, mas nunca foi.

Ainda assim, ele foi capaz de dizer: "De todos os lados somos pressionados, mas não desanimados; ficamos perplexos, mas não desesperados; somos perseguidos, mas não abandonados; abatidos, mas não destruídos." (2 Coríntios 4:8-9).

A Fé Começa em Casa – Reconciliação





"Tudo isso é feito por Deus, o qual, por meio de Cristo, nos transforma de inimigos em amigos dele. E Deus nos deu a tarefa de fazer com que os outros também sejam amigos dele" (2 Coríntios 5:18)

Um coração machucado e ferido gera competição e orgulho. A ferida passa a ficar explícita através de uma postura arrogante e competitiva que busca contrabalançar a insegurança interna. Estas feridas podem ser poderosa fonte de inspiração e trabalho, apesar de serem uma motivação errada.

Na Palavra de Deus nós vemos o caso de Jefté (Juízes 12), que era um guerreiro valente e corajoso, mas seu passado era muito ruim. Ele era filho de uma prostituta e foi deserdado pelo pai a pedido dos seus meio-irmãos.

Jefté tinha uma ferida muito grande dentro de si, a ponto de fazer muitas exigências quando foi chamado para guerrear em nome de Israel. A sua ferida produziu uma força extraordinária, pois dizia a si mesmo que venceria a todo custo para provar a todos de que era digno e capaz.

Outras pessoas, devido às feridas, sentem-se extremamente inferiores aos demais, sentindo-se incapazes de vencer, devido ao "peso" de suas dores.

Superioridade e inferioridade podem ser dois extremos da mesma situação, a chamada compensação da ferida.

Nós sempre procuramos compensar nossas dores em vez de tratarmos as nossas dores. Aí está a razão de tantos males que padecemos e o motivo pelo qual nossa casa e família muitas vezes sofrem tanto. É pelo simples fato de que não perdoamos e não vamos a Deus pedir perdão para termos nossa paz restabelecida.

O orgulho é a casca que cobre esta ferida não curada. Para seguir a vida, precisamos competir com os demais para que nossa balança emocional se equilibre.

Alguns gostam de sentirem-se prediletos, superiores, donos da verdade e do mover de Deus, o melhor nisto e naquilo. A competição levará à divisão como um efeito colateral do seu uso indiscriminado.

Assim é que aparecem os filhos pródigos que sacrificam toda sua herança numa síndrome de maioridade e maturidade que levam a uma vida independente.

Nosso orgulho nos leva a sacrificar a submissão a nossos pais e líderes espirituais e nos tornamos órfãos, sem identidade e sem destino. Outros crescem um pouco e se acham melhores que seus líderes e através de um processo doloroso de críticas e discordâncias vão embora e tentam reiniciar suas vidas. Quem assim faz repete o que Lúcifer fez lá nos céus.

Quando os pais estão na situação que descrevemos, há uma necessidade do marido e/ou da esposa de serem melhores do que o outro, é a competição gerada pelas feridas que carregam em seus corações.

Os filhos ficam assistindo esta situação e aprendendo com elas, num processo de propagação da ferida para a próxima geração.

Estes cônjuges muitas vezes não possuem bom relacionamento com seus familiares e acham que estão gerando uma família unida, falando de unidade mas agindo com competição e orgulho. Quando seus filhos crescem, tenderão a mostrar que são melhores que seus pais, pois competirão com estes.

Certo filho, nesta situação, passou a agir com rebeldia e despertar a fúria em seus pais, por destratá-los e agir com desacato e desrespeito. Na verdade sua atitude refletia seu desespero em se sentir amado e inserido no contexto familiar.

Depois de algum tempo, seu pai, desejando consertar a situação foi conversar com ele que estava de saída no momento em que era esperado que ficasse em família. A conversa foi ficando quente e sentimentos começaram a ser despertados de ambos os lados. O pai pensou que não restava outra opção senão dar um tapa no rosto do seu filho, tamanho o desacato e desrespeito.

Mas sua esposa estava observando a situação e orando por eles. Finalmente o pai conseguiu ouvir a voz de Deus que falava com ele para que não agisse com violência mas com humildade e perdão.

Através da intercessão, o pai nem chegou a levantar sua mão contra o filho, mas pediu perdão a ele por ter despertado nele sentimentos de rejeição e falta de amor.

A conversa tomou outro rumo e terminaram abraçados, orando um pelo outro em prantos.

O amor e a humildade quebram todo o orgulho e competição, gerando reconciliação, unidade e comunhão.

"Pai celestial, cura minhas feridas e dores. Desejo ser reconciliado contigo por intermédio de Cristo Jesus. Que eu também seja um reconciliador de gerações. Te peço que venha trazer paz ao meu lar e à minha família para que a comunhão e o amor estejam presentes em nossa vida. Amém!"

Luis Antonio Luize

Deixe o seu comentário no site: http://www.ichtus.com.br/dev/2014/10/01/a-fe-comeca-em-casa-reconciliacao/