30 setembro 2010

A Parábola da Rosa

 

A PARÁBOLA DA ROSA

Certa vez, um homem plantou uma roseira e passou a regá-la constantemente.

Assim que ela soltou seu primeiro botão que em breve desabrocharia, o homem notou espinhos sobre o talo e pensou consigo mesmo: "como pode uma flor tão bela vir de uma planta rodeada de espinhos?"

Entristecido com o fato, ele se recusou a regar a roseira e, antes mesmo de estar pronta para desabrochar a rosa morreu.

Isso acontece com muitos de nós com relação à nossa semeadura.

Plantamos um sonho e, quando surgem as primeiras dificuldades, abandonamos a lavoura.

Fazemos planos de felicidade, desejamos colher flores perfumadas e, quando percebemos os desafios que se apresentam, logo desistimos e o nosso sonho não se realiza.

Os espinhos são exatamente os desafios que se apresentam para que possamos superá-los.

Se encontramos pedras no caminho é para que aprendamos a retirá-las e, dessa forma, nossos músculos se tornem mais fortes.

Não há como chegar ao topo da montanha sem passar pelos obstáculos naturais da caminhada. E o mérito está justamente na superação desses obstáculos.

O que geralmente ocorre é que não prestamos muita atenção na forma de realizar nossos objetivos e, por isso, desistimos com facilidade e até justificamos o fracasso lançando a culpa em alguém ou em alguma coisa.

O importante é que tenhamos sempre em mente que se desejamos colher flores, temos que preparar o solo, selecionar cuidadosamente as sementes, plantá-las, regá-las sistematicamente e, só depois, colher.

Se esperamos colher antes do tempo necessário, então a decepção surgirá. Se temos um projeto de felicidade, é preciso investir nele. E considerar também a possibilidade de mudanças na estratégia.

Se, por exemplo, desejamos um emprego estável, duradouro, e não estamos conseguindo, talvez tenhamos que rever a nossa competência e nossa disposição de aprender.

Não adianta jogar a culpa nos governantes nem na sociedade, é preciso, antes de tudo, fazer uma avaliação das nossas possibilidades pessoais.

Se desejamos uma relação afetiva duradoura, estável, tranqüila, e não conseguimos, talvez seja preciso analisar ou reavaliar nossa forma de amar.

Quando os espinhos de uma relação aparecem, é hora de pensar numa estratégia diferente, ao invés de culpar homens e mulheres ou a agitação da vida moderna, ou simplesmente deixar a rosa do afeto morrer de sede.

Há pessoas que, como o homem que deixou a roseira morrer, deixam seus sonhos agonizarem por falta de cuidados ou diminuem o seu tamanho. Vão se contentando com pouco na esperança de sofrer menos.

Mas o ideal é estabelecer um objetivo e investir esforços para concretizá-lo.

Se no percurso aparecer alguns espinhos, é que estamos sendo desafiados a superar, e jamais a desistir.

Quem deseja aspirar o perfume das rosas, terá que aprender a lidar com os espinhos.

Quem quer trilhar por estradas limpas, terá que se curvar para retirar as pedras e outros obstáculos que surjam pela frente.

Quem pretende saborear a doçura do mel, precisa superar eventuais ferroadas das fabricantes, as abelhas.

Por tudo isso, não deixe que nenhum obstáculo impeça a sua marcha para a conquista de dias melhores.

Marco Aurélio
marcoaureliocicco.wordpress.com

O Livro da Vida



 

O LIVRO DA VIDA

 

 

Cada dia a vida lhe oferece uma página em branco no livro da sua existência. O seu passado já está escrito e você não pode corrigi-lo. Nas páginas amarelas, você pode encontrar a sua história, algumas com cores suaves, outras com cores escuras.

 

Lindas recordações...

 

E páginas que você gostaria de arrancar para sempre.

 

Hoje você tem a oportunidade de escrever mais uma página. Você pode escolher as cores que usará. Mesmo que apareça algum impedimento, você pode matizar de serenidade para convertê-la em uma bela experiência.

 

Como você escreverá o dia de hoje?

 

Só depende de sua vontade que a página do dia de hoje no Livro de sua Vida seja uma bela recordação no futuro.

 

Se soubesse que só iria viver mais um dia, o que faria? Sem dúvida, elevaria o seu pensamento em Deus.

 

Desfrutaria os raios de sol, a suave brisa, a alegria dos seus filhos, o amor do (a) seu (sua) parceiro (a), tantas bênçãos que a vida põe ao alcance de nossas mãos e que muitas vezes não sabemos valorizar.

 

Desfrute este novo dia, faça um inventário de todas as coisas boas que existem em sua vida e viva cada hora com ânimo, dando o melhor de si. Não prejudique ninguém, sinta-se feliz por estar vivo, de poder presentear um sorriso, de oferecer sua mão e sua ajuda generosa.

 

Nunca é tarde para mudar o rumo e começar a escrever páginas de felicidade e paz no Livro da Vida. Agradeça a Deus pelo presente que lhe dá hoje e pela oportunidade de converter este dia em uma página bela do Livro de sua existência.

 

Lembre-se que apesar de todas as situações adversas, está unicamente em suas mãos viver o dia de hoje como se fosse o primeiro, o último ou o único no Livro da sua Vida.

 

Que todos os seus dias sejam felizes e cheios de muita paz!


 
Marco Aurélio
marcoaureliocicco.wordpress.com

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História Verídica




 

UMA HISTÓRIA VERÍDICA

 

 

Gostaria de lhe convidar a essa leitura, uma história verídica, que me fez rever alguns valores. Espero que gostem.

 

O reverendo Osborn Dickerson, um ex-escravo de Nova Orleans, recusou-se a parar de buscar e de louvar a Deus e de contar aos outros a respeito do Messias. Ele tinha o firme propósito de conhecer o Senhor. A seguinte história relatada por Joanna P. Moore mostra como esse propósito não mudou, apesar da oposição que aquele homem teve de enfrentar.

 

"Certa vez, um pouco antes de anoitecer, estava sentado em meu quarto, interessado em aprender a respeito do Salvador, e não ouvi meu senhor me chamando, até que ele se colocou de pé diante de mim. "Osborn", disse ele, "você sabe ler"?" "Sim", respondi, tremendo. "Você sabia que isso é contra as minhas regras?" "Sim, eu sabia." Então, ele tomou o livro da minha mão, rasgou-o e atirou-o no fogo. Senti como se ele tivesse arrancado meu coração. Fiquei esperando receber uma centena de chibatadas, mas meu senhor saiu da senzala sem dizer outra palavra. Então, eu afirmei: "É Deus que fecha a boca dos leões; Ele é o mesmo ainda hoje".

Eu vinha pregando para os escravos a respeito de Jesus e cantando os hinos que lembrava. Vários de meus companheiros se tornaram cristãos. Um deles foi Stephen, o servo que lidava diretamente com nosso senhor. Ele já trabalhava na fazenda por muitos anos e cuidava do patrão desde que este ainda era um garoto.

 

Um ano depois de eu ter perdido minha Bíblia, Stephen ficou doente e morreu. Nosso senhor ficou muito triste. Enquanto estava assentado ao lado da cama, e Stephen esvaía-se, o escravo disse: "Senhor, tenho um pedido a fazer; tu me concedes?"

 

"Sim, Stephen, qualquer coisa que você desejar, eu farei."

 

"Depois que eu morrer, por favor, deixe que Osborn me enterre. Deixe que ele cante e ore diante da minha sepultura."

 

O senhor prometeu cumprir o desejo do escravo. A carroça veio e levou o caixão para o túmulo reservado aos criados. O senhor estava montado num cavalo; os outros amigos, de pé ao redor da sepultura. Eu orei, repeti alguns versículos sobre a ressurreição e cantei, recitando as frases para que os outros também acompanhassem.

 

Quando cheguei à parte que dizia: "Os altos, os sábios e os irreverentes terão de se colocar tão baixo como nós", nosso senhor soltou um grito e caiu do cavalo. Os servos o levaram embora. Na manhã seguinte, mandaram chamar-me. Novamente orei ao Deus de Daniel, porque eu tinha medo que meu senhor me impedisse de pregar. "Osborn", ele disse, "você pode ensinar sua religião aqui nas minhas terras o quanto quiser e sempre que tiver disponibilidade de tempo, mas não vá a nenhuma outra plantação, porque isto é contra a lei."

 

Foi desta maneira que o Senhor abriu o Mar Vermelho para mim. Só consegui outra Bíblia quando os ianques chegaram. A primeira coisa que disse a eles foi: "Gostaria de ganhar uma Bíblia"; e eles me deram uma. Foi uma grande alegria para mim, tal qual a que senti no dia em que fui alforriado."

 

Essa é uma história verídica, extraída do livro "Água da Rocha – Reflexões Sobre Paz e Propósito de Vida".

 

Quando li, além de ficar emocionado, várias perguntas surgiram em minha mente, perguntas que fiz e faço a mim diariamente, e que divido aqui, por exemplo:

 

- O que estou fazendo com minha vida?

- Será que dou o devido valor à minha vida?

- Será que meu compromisso com Deus é tão forte a tal ponto de arriscar a minha vida por Ele?

- Será que estou agradecendo a Deus por tudo o que eu tenho na vida como deveria?

- Será que tenho tantos motivos para reclamar?

- Será que os meus valores em relação à vida estão certos?

 


 Marco Aurélio
marcoaureliocicco.wordpress.com

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