17 setembro 2011

Nem todos os fardos são ruins


Nem todos os fardos são ruins

de Rubel Shelley


Eu ouvi a velha história primeiro como uma criança e aprendi seu significado como um adulto. Um antigo relógio ficou em pé por três gerações no mesmo canto da casa. Fez tique-taque dos minutos, horas, e dias durante todos esses anos. Dentro dele havia um grande peso numa cadeia que tinha que ser puxado regularmente para o topo para manter o relógio funcionando. “Não dá”, pensou um novo dono, “para um relógio velho assim ter que agüentar aquele peso.” Assim ele tirou o peso da sua cadeia e colocou num estante.
É claro que, imediatamente o relógio parou de funcionar.
“Por que você tirou meu peso?” perguntou o relógio.
“Eu só quis aliviar seu fardo,” respondeu o homem.
“Por favor,” disse o relógio, “coloque de volta. Isso é o que me mantém funcionando.”
Um amigo deixou a esposa dele e duas filhas recentemente. Ele disse que estava cansado de todas as demandas—hipoteca, educação, relacionamentos difíceis. Ele tinha se convencido que coisas iam melhorar tirando todo esse “peso”.
Talvez nós nos esforçamos demais às vezes. Nós não somos muito inteligentes quando nós tentamos fazer muita coisa por muito tempo. Há um ponto de esgotamento físico e emocional além do qual simplesmente não podemos funcionar. É por isso que uma quantidade de trabalho razoável precisa de um intervalo periódico para renovação. Todo mundo precisa disso.
É verdade que nossos egos nos empurram para continuar empilhando trabalho sem admitir a necessidade por ajuda ou férias. Nós seríamos mais sábios se tivéssemos a visão do velho pastor. Uma mulher ligou para o escritório dele na quinta-feira, o dia dele de descanso. Ela ficou brava porque ele não podia atender. Assim ela teve que falar com outra pessoa. No domingo ela teve uma conversa bem franca com ele e terminou dizendo, “O diabo nunca tira um dia de folga!” O Cristão mais maduro respondeu, “Você está correto. E se eu não tirasse daqui a pouco eu estaria igual a ele.”
Não fica ressentido com suas responsabilidades ou os realize com suspiros e reclamações. O função delas é de lhe manter funcionando e não acabar com você. Elas lhe permitem fazer uma contribuição para seu mundo. Elas lhe unem a outras pessoas. Elas lhe dão a chance de fazer uma diferença nas vidas das pessoas mais próximas a você. Os executando com uma atitude positiva e com seu melhor esforço honra o Senhor.
Se isto soa muito idealista para sua rotina cotidiana, leia estas palavras que um apóstolo escreveu a pessoas que viveram em escravidão: “Servos, obedeçam aos seus senhores aqui na terra com temor, respeito e sinceridade nos seus corações, da mesma maneira que vocês obedeceriam a Cristo. Não trabalhem apenas quando estão sendo vigiados, como se estivessem procurando agradar aos homens. Mas trabalhem como servos de Cristo, fazendo de coração a vontade de Deus. Sirvam de boa vontade, como se fosse ao Senhor, e não aos homens.” Efésios 6:5-7 (Versão Fácil de Ler)