15 agosto 2011

A Cura do Paralítico



A Cura do Paralítico


Que é mais fácil dizer ao paralítico: Os seus pecados estão perdoados, ou: Levante-se, pegue a sua maca e ande? Marcos 2:9

Era uma cena potencialmente desanimadora: quatro homens levando um paralítico numa padiola. Eram amigos dele. Tinham muita pena, pois havia anos ele estava naquela situação. Ao saberem da fama que se espalhava sobre os milagres de Jesus, disseram: “Nosso amigo precisa ver Jesus. Ele precisa de um milagre. Temos que promover um encontro entre os dois.”

Mas toda aquela euforia e disposição deram de frente com um desafio quando chegaram à casa de Pedro (cf. O Desejado de Todas as Nações, p. 267, 268). Gente apinhada nas portas, crianças nas janelas, pessoas por todo lado. Não havia nenhuma indicação de fila especial para portadores de deficiência. Ao pedirem licença, as pessoas que não queriam perder nenhum lance e desejavam escutar cada palavra de Jesus se uniram mais ombro a ombro. Faziam-se de surdas. Porém, o amor sempre encontra um caminho. E esse não era um grupo que por qualquer razão procura desculpa a fim de escapar de um compromisso. Eram persistentes e insistentes, e tiveram uma ideia ousada: “Vamos colocar nosso amigo frente a frente com Jesus. Vamos descê-lo pelo teto!”

Pontos a favor: não havia ninguém no caminho para o teto; seria bem mais rápido; tinham cordas para amarrar a maca.

Pontos contra: “Ninguém fez isso antes; eles vão nos expulsar.”

E o paralítico, a princípio com um misto de medo e apreensão, encontra-se agora diante de Jesus. O Mestre, olhando mais para o interior do homem, disse: “Os seus pecados estão perdoados.”

Esse era seu maior fardo. Era o elemento paralisante que o prendia. Sabia que ele mesmo era culpado por estar naquela situação. Sua reação foi imediata: “É disso mesmo que estou precisando.” Foi à presença de Jesus para uma coisa e recebeu outra melhor. É sempre assim quando vamos a Jesus em dependência e necessidade.

Quando Jesus disse “Toma o teu leito e anda”, ele começou a sentir que seus músculos, até então entravados, começaram a reagir. Sentiu elasticidade nas veias. Podia se levantar. Podia voltar a ser o que sempre sonhara. Ele entrou carregado na maca que o acompanhava havia anos, mas saiu ele mesmo carregando a maca – e com os pecados perdoados.

Hoje, a graça de Cristo é suficiente para fazê-lo voltar a andar e para tirar o fardo pesado do pecado que eventualmente você esteja carregando.


Juliana Cavalcanti Silva | Demarest e Almeida

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