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 Sou servo do Senhor desde 2001,sirvo a Deus na Igreja do Evangelho Quadrangular,  obreiro formado no Instituto Teológico Quadrangular, professor da Escola Bíblica,  casado com Elisângela a 25 anos , pai de 2 filhos maravilhosos,  buscando cada dia conhecer mais ao Senhor. Meu maior desejo é ser " uma bênção" e abençoar àqueles que estão perto e através da web os que estão longe.  Que as bênçãos do Senhor seja transbordante sobre a sua vida, sobre sua casa , sobre sua família, sobre o seu ministério, querido(a) e amado(a) irmão(ã) em Cristo Jesus. 

domingo, 23 de julho de 2017

Se bobear, são mais os dias que nos vivem do que os dias que nós vivemos




Outro dia, enquanto caminhava junto ao rio, minha filha contou-me um segredo: me disse que, há poucos dias, enquanto passeava perto do rio, se sentou na margem...
Era de noite. Ela parou, virou-se por alguns momentos de costas para o mundo, um mundo que continuava como sempre, apressado e barulhento, e ficou olhando fixamente para o rio.
Me confidenciou, então, que ficou maravilhada quando começou a ver peixes saltarem fora da água. Saíam da água, e voltavam a mergulhar mesmo diante dos seus olhos.
Como minha filha me disse que era noite, imagino que, com a luz da Lua e a luz da cidade, os peixes ganhariam uma cor prata que os fariam parecer pequenas estrelas cadentes saltando da água, e voltando para ela.
Mas isso agora não interessa. O que interessa é que eu gostei que minha filha me tenha contado este seu segredo, porque percebi nele uma coisa muito importante.
É sempre assim: quando paramos de verdade, acontecem maravilhas diante dos nossos olhos.
Quem para, vê. E ver é descobrir, ver é saborear, encontrar e ser encontrado. Ver para ser. Sim, é isto que é importante. Parar para ver. Ver para ser. Ver com o coração, porque os olhos têm sempre horizontes curtos.
É preciso parar mais vezes, sabe... Parece que passamos dias e semanas inteiras deixando a vida passar de lado.
Se bobear, são mais os dias que nos vivem do que os dias que nós vivemos.
Se aprendêssemos a parar, se aprendêssemos a virar as costas ao mundo de vez em quando, ía-mos nos sentir maravilhados com tantos peixes saltando como estrelas cadentes.
E muito mais do que isso, infinitamente mais do que isso.
Porque as principais maravilhas que podemos saborear na vida nunca se dão bem com os corações apressados.
E que tal se parássemos agora? Viremos as costas ao mundo por momentos.
Porque o amamos – sim, porque o amamos é que lhe viramos as costas para o conhecermos de verdade. Para pararmos, para vermos, para sermos.
Para que quando voltemos a olhar o mundo de frente, o nosso olhar esteja renovado e renovador, o nosso rosto esteja recriado e recriador.
Para que quando voltemos a olhar o mundo de frente, o nosso olhar o possa tornar diferente.


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