BENVINDO

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 Sou servo do Senhor desde 2001,sirvo a Deus na Igreja do Evangelho Quadrangular,  obreiro formado no Instituto Teológico Quadrangular, professor da Escola Bíblica,  casado com Elisângela a 25 anos , pai de 2 filhos maravilhosos,  buscando cada dia conhecer mais ao Senhor. Meu maior desejo é ser " uma bênção" e abençoar àqueles que estão perto e através da web os que estão longe.  Que as bênçãos do Senhor seja transbordante sobre a sua vida, sobre sua casa , sobre sua família, sobre o seu ministério, querido(a) e amado(a) irmão(ã) em Cristo Jesus. 

quinta-feira, 15 de setembro de 2016

BÍBLIA A PALAVRA DE DEUS

BÍBLIA A PALAVRA DE DEUS


A mente

Posted: 14 Sep 2016 08:00 PM PDT


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Salmo 139: 23-24

"Sonda-me, ó Deus, e conhece o meu coração; prova-me e conhece os meus pensamentos. E vê se há em mim algum caminho mau e guia-me pelo caminho eterno".

1 – INTRODUÇÃO

Meus irmãos, nós não precisamos falar muito sobre o autor deste salmo que foi o rei Davi, porque na verdade, todos os salmos de Davi, falam de uma necessidade da alma, porque essa necessidade era vivida por Davi. Essa necessidade era a relação dele com Deus; ele precisava sentir isso e a sua vida, apesar das grandes lutas, dos grandes embates, estava sempre voltado para o Senhor. O lugar que Davi tinha para chorar as suas aflições, suas mágoas, era diante do Senhor. Ele era rei, ele tinha poder sobre todas as coisas, ele tinha seus generais, valentes, mas ele não dependia tanto do consolo e do conforto de seus valentes; ele não precisava dos recursos materiais, mas ele tinha suas aflições. Ele chorava; e a sua grande luta, na verdade, era a sua relação com Deus. Nos momentos do afastamento do Espírito de Deus na sua vida (e ele sentia esse afastamento) porque ele era um homem ligado as coisas de Deus.

2 - "SONDA-ME, Ó DEUS, E CONHECE O MEU CORAÇÃO..."

Às vezes, nós nos esquecemos, trocamos as coisas de Deus por muitas de nossas vidas. Até mesmo os sacerdotes, profetas, servos do Senhor se esqueceram do Senhor. A vida espiritual, a caminhada espiritual do servo de Deus, não é uma caminhada simplesmente material e humana. A grande necessidade do homem é vista e sentida quando paramos e olhamos para dentro de nós e concluímos a grande necessidade espiritual. Se você parar e remover tudo em sua vida, tudo que está em sua volta, você diz uma única coisa: Se é que existe em sua vida uma conversão verdadeira; concluirá que toda a sua necessidade é espiritual.

Muitas pessoas, e até grupos que foram rotulados de servos, ficaram na caminhada. Deus deu a eles bens, prosperidade, deu-lhes tudo aquilo que qualquer pessoa podia ter na vida; mas eles não souberam usar isto. Eles se esqueceram de que Deus é o centro de sua vida, que um dia fizeram uma opção, especialmente aqueles que conhecem essa obra. Eles fizeram uma opção, e nós, de maneira nenhuma, podemos trocar os valores desta opção que foi feita por aquilo que é a nossa vida no passado.

Quando o salmista fala aqui sobre sua necessidade, ele está falando da necessidade que tem de vitórias sobre um grande inimigo. Davi tinha muitos inimigos e como nós também temos: inimigos que estão do lado de fora que perturbam a nossa vida, são constantes e comuns e alguns até naturais, como o trabalho, a competição, diversos compromissos que estão gravados em nossa mente, de tal forma grudados que entram e não saem que, transformam a salvação em um objeto, um elemento que se tornou apenas parte da nossa vida como soma aos nossos interesses. Se eu me interesso por um detalhe, por uma pessoa, por uma amizade, aquilo ficou somente nisso. Se as outras pessoas não são da minha amizade, elas se tornam minhas inimigas. Eu os vejo como inimigos. Eu fico pensando: "ele vai me trair agora. Não, da próxima vez eu vou ser traído..." Então nós começamos a criar, dentro de nós, da nossa mente, uma luta. As maiores lutas do homem estão na sua mente. A mente é a sede dos grandes conflitos do homem, e o interessante é que nesses conflitos, nós ficamos pensando que eles vão atingir os outros e, na verdade, só atingem a nós mesmos. Nós somos as vítimas. Nós nos tornamos vítimas dos nossos próprios conflitos; e é por isso que nós devemos lembrar de uma coisa: Jesus disse assim: "Vinde a mim vós que estais cansados e oprimidos e eu vos aliviarei e encontrareis descanso para as vossas almas".

Às vezes, nós não encontramos descanso para a noite. Nós deitamos e não temos descanso porque a mente começa a trabalhar: "O que vai ser amanhã, o trabalho, o serviço, eu vou ter que enfrentar a luta; vou ter que enfrentar a prova; vou ter que enfrentar o professor..." Então, são aquelas lutas. Por outro lado, são aquelas guerras de família, de casa, aquelas coisas que ferem, há sempre alguém para nos dizer aquela palavra fora de hora, para nos acusar, para falar coisas que não poderíamos ter dito e são essas coisas que nos ferem. E nós nos esquecemos de uma coisa, é de que quando nós fomos salvos, nós fomos salvos para termos uma mente firme no Senhor. Por isso, a nossa mente começa a balançar, começa a perder a estrutura. Daí a um pouco nós estamos envolvidos em tudo que está em volta. Isso acontece com todas as pessoas. Todos nós estamos sujeitos a esses embates destas lutas e somos reféns da mente.

Quando Deus nos chamou para essa obra, Ele nos chama para nós conhecermos os valores estabelecidos no projeto eterno e nós, paramos nos projetos terrenos, que são os nossos projetos. Eu não estou dizendo aqui daquelas pessoas que trabalham, daquelas pessoas que estão construindo os seus projetos materiais. Não é isso. Nós estamos falando aqui do projeto de salvação que não tem nada a ver com aquilo que você está produzindo com sua mente, com seu trabalho, com seu vigor, com sua maneira de ser, nada disso absolutamente. Isso é até nobre. Nós estamos falando sobre as coisas que não deveriam estar na nossa mente estão e nos destroem.

3 - "...PROVA-ME E CONHECE OS MEUS PENSAMENTOS..."

Nós temos experiências. Nesta caminhada de obra nós conhecemos pessoas que foram muito fiéis em muitas coisas do Senhor. Pessoas que construíram e que ajudaram a construir essa grande Obra, e muitos ficaram na caminhada. Mas nós não sabíamos onde estava o problema. Então, daí a um pouco, o tempo mostrou onde estava o problema: na mentira, no ódio, na tristeza, na decepção... Nós não podemos ter isso, não podemos gastar tempo nessas coisas delicadas porque nós gostamos dela. Há coisas em nossa mente que nós guardamos com muito carinho que é o ódio, a vingança no coração. Quando nós pensamos em tirar isso do coração é um sofrimento. O Senhor fala que quando Israel, na luta pela terra, quando Judá foi possuir uma determinada área, o Senhor limpou, tirou os inimigos dali, da montanha, mas ficaram os carros ferrados.

Nós recebemos uma libertação. Deus vem, nos abençoa e é o momento de salvação. Muitas coisas saem da nossa mente. "Estou livre, estou liberto, mas os carros ferrados ficam". Aquilo que nós não queremos tirar. Uma coisa o Senhor fez, afastou os inimigos, mas nós deixamos os carros ferrados. Aquelas coisas que estão lá dentro, no nosso interior e está no lugar mais precioso da criação do homem que é a mente. É na mente que a grande riqueza do homem se forma. São os nossos pensamentos: é a tristeza, é o engano; são os pensamentos obsessivos que a gente fala assim: "eu acho que fulano não gosta de mim". Às vezes, nunca conversou com aquela pessoa: "Não falou comigo". Aí não dorme aquela noite porque a pessoa não falou aquela noite. Eu não vou falar aqui sobre o casamento, porque o casamento tem algumas coisas estranhas. "Hoje estamos fazendo bodas de ouro, mas eu me lembro do primeiro dia em que fulano me tratou mal, fez cara feia...". Então veja só, as pessoas tem "chulé"na mente. Elas guardam até o mau cheiro das coisas, são como carros ferrados, é como coceira e tem gente que gosta de coçar. A mente é assim. Ela envasilha o mal, ela dá contorno ao mal e ela emoldura o mal. Para você entrar ali tem que tirar a moldura tem que virar de cabeça para baixo e meter muita "solda caustica".

4 - "...VÊ SE HÁ EM MIM ALGUM CAMINHO MAU..."

O salmista fala: "sonda-me ó Deus". Nós não podemos entender hoje que esta Obra vai caminhar deste jeito. Deste jeito que nós estamos pensando. Entramos, sentamos, saímos, pregador pregou, acabou... Não, não vai ser assim. Nós entramos num momento em que a mente deve ser trabalhada pelo Senhor. Nós já temos todos os recursos para vencer. O que me adianta estar pensando numa palavra agressiva, pensando a noite toda sobre uma palavra de uma pessoa agressiva? Eu tenho que guardar aquilo por causa de quê?

A palavra que nós temos hoje é a seguinte: é a mente firme no Senhor. É a limpeza da mente. Se você começar a fazer essa limpeza todo dia na sua vida, você vai mudar. Lute contra a sua mente, derrube esse gigante que às vezes investe inveja, maledicência, maldade. Nós não podemos entender, por exemplo, que um pastor não goste de uma ovelha por pior que ela seja, que ele crie um obstáculo para aquela ovelha, que ele se envergonhe, que ele se confronte, em hipótese alguma, por traz da mente. Quando as pessoas agem assim é porque há um defeito na mente. A mente está doente. Eu estou falando isso e parece que estou falando novidade. Não é uma novidade isso, mas é uma abordagem que nós devemos levar em conta. Hoje o Senhor me trouxe, me convocou para dar essa palavra aqui e todas as aberturas daqui para frente serão sobre essa palavra. Ou nós mudamos a mente todo dia e firmamos a mente no Senhor ou nós vamos ser derrotados. A obra não vai ser derrotada, nós é que vamos ser derrotados, porque nós vamos nos permitir nas coisas que estão em volta. É o envolvimento. É natural. Você saiu aqui e o carro bateu ali, foi ali, uma pessoa o tratou mal; você foi deitar e uma notícia ruim, é a família, são os filhos... Não é que você vai sublimar tudo. As coisas têm que ser levadas em conta, dar solução às coisas que você tem que dar, mas tem que descansar no Senhor. Eu contei no Domingo passado uma experiência de uma cliente minha, e aí nós estávamos conversando e ela disse: "o senhor não sabe das minhas grandes lutas, dos meus grandes sofrimentos. Perdi minha mãe, perdi meu pai, meu esposo, perdi meu filho mais velho e depois perdi meu filho mais novo. Eu me sentia a pessoa mais infeliz do mundo. E houve um dia em que eu disse assim: Senhor, eu não posso mais conviver com isso. Ou eu vou morrer ou o Senhor vai me libertar, e naquele dia o Senhor me deu uma benção em que eu nunca mais esqueci, nunca mais chorei; não é que eu não tenha saudades deles, pois eu tenho, mas eu recebi uma libertação na minha mente. Uma libertação que eu não sabia se eu teria essa libertação. Eu não sei se eu conseguiria de mim mesmo, nem ela se libertar".Mas nós temos o recurso que é o clamor pelo sangue de Jesus; e clamar pelo sangue de Jesus não é dizer: fica ali, vai para cá, vai para lá... Não, o clamor pelo sangue de Jesus é a nossa entrega, é a nossa entrega da mente ao Senhor".

Às vezes, a gente gosta de uma música, ouve uma música, e a música vem e faz uma impregnação na nossa mente, e é até uma música que desagrada ao Senhor, porque a mente não está firme no Senhor. Então a coisa vem. Fulano de tal, coloca uma coisa na sua cabeça. Mas para entender, eu não preciso odiar meu irmão, eu não preciso ter restrições a pessoas, eu não preciso ter inveja, de ter ciúmes... Eu não preciso ter isso para viver. Eu preciso ter uma mente firme no Senhor, e nós precisamos entender uma coisa: o homem que Deus chama para esta Obra, ele chama para viver e conhecer valores estabelecidos no projeto eterno da salvação. Este projeto de salvação conflita freqüentemente com o ensino e a prática do projeto da vida terrena. O projeto de salvação entra em conflito com tudo o que é terreno. Algumas coisas nós podemos excluir, outras nós não podemos, especialmente aquelas que estão impregnadas na nossa mente. Os anos se passaram, 30 anos e ele diz: Eu bem lhe disse. Então, passaram 30 anos pensando numa coisa que não adiantou nada. Se nós parássemos agora e começássemos a ver, e hoje é isso que o Senhor quer de nós, quanto lixo tem na nossa cabeça, nós iríamos ver que não vale a pena carregar essa lixeira na cabeça, que é um peso muito grande, é algo que está nos adoecendo, os irmãos estão ficando doentes. Há pessoas que morrem antes do tempo, porque, às vezes, a mente fica tão carregada, tão cheia de coisas que nós pensamos que não vamos suportar. Agora, fazer força para tirar da mente ninguém consegue. Somente uma operação do Espírito Santo e se não for do Espírito Santo, é uma luta que você está travando de forma desigual. Nós dizemos: "Senhor carrega o nosso fardo", mas não existe fardo pior do que a nossa mente. Hoje é possível que o Senhor dê uma libertação em muitas coisas aqui, mas os carros ferrados, alguns vão ficar ainda. E o vício? O vício é o pensamento vicioso da doença da mente. No tempo de Sodoma e Gomorra, foi atingida a carne e hoje está sendo atingida a mente. A operação do adversário é em cima da mente porque é a coisa mais nobre do homem, que é a sede de todos os conflitos. Você só é vitorioso quando a sua mente está nas mãos do Senhor. Não é uma tarefa fácil. Nós sabemos que nós vamos lutar muito com isso. Nós vamos lutar por muito tempo porque é aquilo que nós herdamos de nossos pais.

A mente, quando ela começa a trabalhar nas coisas do Senhor, o problema vira para os outros, o problema se converte, você se liberta e uma mente livre é sede da grande operação do poder de Deus. Nós hoje temos homens e mulheres com dons espirituais, mas eles ficam limitados. Os dons espirituais ficam limitados. Os dons ficam somente na calota craniana. Para baixo, nada. O cérebro fica todo ali. Sabe por que? Porque o resto está sujo. O dom que deveria ser usado em projeto de cura, maravilhas, fica aqui, não entra. Nós temos que entender uma coisa: o Senhor nos chamou foi para uma obra e não para uma religião. Como religião, não tem nenhuma pior do que a nossa, porque aqui a carne não pode funcionar. Na religião, a carne tem todos os valores e aqui, não. Então como religião, essa aqui é a pior que existe, porque não tem lugar para a carne.

Conquistar o reino é descobrir os segredos de Deus. Para as lutas deste momento, libertar a mente daquilo que está escravizando-a. Às vezes nós ficamos escravos por uma coisa de nada. Uma bobeira entra na nossa mente, ficam uns 50, 60 anos e só sai quando nós morremos. Será que vai continuar sendo assim? Você tem vergonha de dizer que mentiu e carrega aquilo. Carrega o lixo da vida, da mente. Eu acho que não preciso falar mais nada porque cada um sabe de suas necessidades, mas a nossa preocupação é mudar a mente para uma mentalidade de Obra a partir de todos nós, sem exceção. Aqui não existe ninguém que nunca sofreu as agressões da mente, aqui não tem "santinho" não. O Senhor quer isso como norma para a Obra.

5 - "...E GUIA-ME PELO CAMINHO ETERNO."

O salmista dizia: "sonda-me ó Deus". Quando nós clamamos pelo sangue de Jesus, o Espírito Santo deve ter lugar para sondar.

Quando os irmãos começarem a ver a operação da mente liberta, os irmãos vão começar a entender o processo da salvação (que é o caminho eterno), como ele se renova na nossa vida. Nós, às vezes, ficamos impregnados de teorias, posições, de serviços que prestamos, de ocupações, de coisas que fazemos até para o Senhor, de oração, de leitura de Bíblia, de mensagens e está tudo certo! Mas o que Deus quer para nós é a mente firme nele, a mente firme no Senhor e isso é fundamental.

Quando alguma coisa vem e ela vem só para te prejudicar. O pensamento ele não prejudica a outra pessoa, o ato prejudica, aquilo que você executa depois do pensamento prejudica o outro, mas você é o mais prejudicado porque você se destrói a si mesmo. A tristeza, a aflição, a angústia... O mundo está cheio disto e nós não podemos viver assim. Temos os nossos pertences, aquilo que é nosso, que nós herdamos e a culpa nós colocamos nos nossos pais, mas a culpa é nossa mesmo porque nós é que somos pais. Nós temos que pedir a Deus, e hoje nós vamos dar início a uma nova fase nesta Obra com uma preocupação fundamental: pensamentos. Como é difícil tirar a preocupação. "Amanhã, depois de amanhã, o ano que vem, daqui a 10 anos, como será o governo do ano que vem?"Mas meus irmãos, nós temos que vencer: são os inimigos que estão em volta. A mente tem que estar firme no Senhor.  A mente tem que está liberta.

6 – CONCLUSÃO

"...sonda-me, ó Deus..."


O salmista diz assim: "sonda-me ó Deus". Às vezes nós fazemos coisas, o pensamento envasilha o mal e nós pensamos que está certo, mas o Senhor vem e nos mostra. Quando nós abrimos a Palavra, quando nós consultamos sobre a vida dos outros o Senhor vem e nos mostra o nosso pecado. Quem quiser, pode consultar sobre a vida dos outros, mas saiba de uma coisa: o Senhor vai mostrar o seu pecado para você acertar a sua vida. O Senhor está disposto a libertar a sua mente. Nós temos o clamor pelo sangue de Jesus, nós temos a mente firme no Senhor. Toda vez nós temos que lembrar: a mente firme no Senhor. Hoje é um dia de libertação aqui para todos nós porque o Senhor é onisciente, ele conhece a nossa mente. Um coração livre das coisas desse mundo é um coração liberto para ser usado nas coisas do Senhor, nos dons espirituais. O Espírito Santo está aqui para libertar, mas nós não podemos deixar os carros ferrados na nossa mente porque sabemos qual será o fim? Você sai da obra, começa a falar mal da obra, de todo mundo e perde tudo. Por isso, nesta manhã, nós vamos deixar o Espírito Santo operar nas nossas mentes.

Casamento"_______>RECOMENDO LER!!!

Posted: 14 Sep 2016 04:42 PM PDT

Naquela noite, enquanto minha esposa servia o jantar, eu segurei sua mão e disse: "Tenho algo importante para te dizer". Ela se sentou e jantou sem dizer uma palavra. Pude ver sofrimento em seus olhos.

De repente, eu também fiquei sem palavras. No entanto, eu tinha que dizer a ela o que estava pensando. Eu queria o divórcio. E abordei o assunto calmamente.

Ela não parecia irritada pelas minhas palavras e simplesmente perguntou em voz baixa: "Por quê?"

Eu evitei respondê-la, o que a deixou muito brava. Ela jogou os talheres longe e gritou "você não é homem!" Naquela noite, nós não conversamos mais. Pude ouví-la chorando. Eu sabia que ela queria um motivo para o fim do nosso casamento. Mas eu não tinha uma resposta satisfatória para esta pergunta. O meu coração não pertencia a ela mais e sim a Mary. Eu simplesmente não a amava mais, sentia pena dela.

Me sentindo muito culpado, rascunhei um acordo de divórcio, deixando para ela a casa, nosso carro e 30% das ações da minha empresa.

Ela tomou o papel da minha mão e o rasgou violentamente. A mulher com quem vivi pelos últimos 10 anos se tornou uma estranha para mim. Eu fiquei com dó deste desperdício de tempo e energia mas eu não voltaria atrás do que disse, pois amava a Mary profundamente. Finalmente ela começou a chorar alto na minha frente, o que já era esperado. Eu me senti libertado enquanto ela chorava. A minha obsessão por divórcio nas últimas semanas finalmente se materializava e o fim estava mais perto agora.

No dia seguinte, eu cheguei em casa tarde e a encontrei sentada na mesa escrevendo. Eu não jantei, fui direto para a cama e dormi imediatamente, pois estava cansado depois de ter passado o dia com a Mary.

Quando acordei no meio da noite, ela ainda estava sentada à mesa, escrevendo. Eu a ignorei e voltei a dormir.

Na manhã seguinte, ela me apresentou suas condições: ela não queria nada meu, mas pedia um mês de prazo para conceder o divórcio. Ela pediu que durante os próximos 30 dias a gente tentasse viver juntos de forma mais natural possível. As suas razões eram simples: o nosso filho faria seus exames no próximo mês e precisava de um ambiente propício para prepara-se bem, sem os problemas de ter que lidar com o rompimento de seus pais.

Isso me pareceu razoável, mas ela acrescentou algo mais. Ela me lembrou do momento em que eu a carreguei para dentro da nossa casa no dia em que nos casamos e me pediu que durante os próximos 30 dias eu a carregasse para fora da casa todas as manhãs. Eu então percebi que ela estava completamente louca mas aceitei sua proposta para não tornar meus próximos dias ainda mais intoleráveis.
Eu contei para a Mary sobre o pedido da minha esposa e ela riu muito e achou a idéia totalmente absurda. "Ela pensa que impondo condições assim vai mudar alguma coisa; melhor ela encarar a situação e aceitar o divórcio" ,disse Mary em tom de gozação.

Minha esposa e eu não tínhamos nenhum contato físico havia muito tempo, então quando eu a carreguei para fora da casa no primeiro dia, foi totalmente estranho. Nosso filho nos aplaudiu dizendo "O papai está carregando a mamãe no colo!" Suas palavras me causaram constrangimento. Do quarto para a sala, da sala para a porta de entrada da casa, eu devo ter caminhado uns 10 metros carregando minha esposa no colo. Ela fechou os olhos e disse baixinho "Não conte para o nosso filho sobre o divórcio" Eu balancei a cabeça mesmo discordando e então a coloquei no chão assim que atravessamos a porta de entrada da casa. Ela foi pegar o ônibus para o trabalho e eu dirigi para o escritório.
No segundo dia, foi mais fácil para nós dois. Ela se apoiou no meu peito, eu senti o cheiro do perfume que ela usava. Eu então percebi que há muito tempo não prestava atenção a essa mulher. Ela certamente tinha envelhecido nestes últimos 10 anos, havia rugas no seu rosto, seu cabelo estava ficando fino e grisalho. O nosso casamento teve muito impacto nela. Por uns segundos, cheguei a pensar no que havia feito para ela estar neste estado.

No quarto dia, quando eu a levantei, senti uma certa intimidade maior com o corpo dela. Esta mulher havia dedicado 10 anos da vida dela a mim.

No quinto dia, a mesma coisa. Eu não disse nada a Mary, mas ficava a cada dia mais fácil carregá-la do nosso quarto à porta da casa. Talvez meus músculos estejam mais firmes com o exercício, pensei.

Certa manhã, ela estava tentando escolher um vestido. Ela experimentou uma série deles mas não conseguia achar um que servisse. Com um suspiro, ela disse "Todos os meus vestidos estão grandes para mim". Eu então percebi que ela realmente havia emagrecido bastante, daí a facilidade em carregá-la nos últimos dias.

A realidade caiu sobre mim com uma ponta de remorso... ela carrega tanta dor e tristeza em seu coração..... Instintivamente, eu estiquei o braço e toquei seus cabelos.
Nosso filho entrou no quarto neste momento e disse "Pai, está na hora de você carregar a mamãe". Para ele, ver seu pai carregando sua mãe todas as manhãs tornou-se parte da rotina da casa. Minha esposa abraçou nosso filho e o segurou em seus braços por alguns longos segundos. Eu tive que sair de perto, temendo mudar de ideia agora que estava tão perto do meu objetivo. Em seguida, eu a carreguei em meus braços, do quarto para a sala, da sala para a porta de entrada da casa. Sua mão repousava em meu pescoço. Eu a segurei firme contra o meu corpo. Lembrei-me do dia do nosso casamento.

Mas o seu corpo tão magro me deixou triste. No último dia, quando eu a segurei em meus braços, por algum motivo não conseguia mover minhas pernas. Nosso filho já tinha ido para a escola e eu me vi pronunciando estas palavras: "Eu não percebi o quanto perdemos a nossa intimidade com o tempo".

Eu não consegui dirigir para o trabalho.... fui até o meu novo futuro endereço, saí do carro apressadamente, com medo de mudar de ideia...Subi as escadas e bati na porta do quarto. A Mary abriu a porta e eu disse a ela "Desculpe, Mary. Eu não quero mais me divorciar".

Ela olhou para mim sem acreditar e tocou na minha testa "Você está com febre?" Eu tirei sua mão da minha testa e repeti "Desculpe, Mary. Eu não vou me divorciar. Meu casamento ficou chato porque nós não soubemos valorizar os pequenos detalhes da nossa vida e não por falta de amor. Agora eu percebi que desde o dia em que carreguei minha esposa no dia do nosso casamento para nossa casa, eu devo segurá-la até que a morte nos separe.

A Mary então percebeu que era sério. Me deu um tapa no rosto, bateu a porta na minha cara e pude ouví-la chorando compulsivamente. Eu voltei para o carro e fui trabalhar.

Na loja de flores, no caminho de volta para casa, eu comprei um buquê de rosas para minha esposa. A atendente me perguntou o que eu gostaria de escrever no cartão. Eu sorri e escrevi: "Eu te carregarei em meus braços todas as manhãs até que a morte nos separe".

Naquela noite, quando cheguei em casa, com um buquê de flores na mão e um grande sorriso no rosto, fui direto para o nosso quarto onde encontrei minha esposa deitada na cama - morta.

Minha esposa estava com câncer e vinha se tratando a vários meses, mas eu estava muito ocupado com a Mary para perceber que havia algo errado com ela. Ela sabia que morreria em breve e quis poupar nosso filho dos efeitos de um divórcio - e prolongou a nossa vida juntos proporcionando ao nosso filho a imagem de nós dois juntos toda manhã. Pelo menos aos olhos do meu filho, eu sou um marido carinhoso.

Os pequenos detalhes de nossa vida são o que realmente contam num relacionamento. Não é a mansão, o carro, as propriedades, o dinheiro no banco. Estes bens criam um ambiente propício a felicidade mas não proporcionam mais do que conforto. Portanto, encontre tempo para ser amigo de sua esposa, faça pequenas coisas um para o outro para mantê-los próximos e íntimos. Tenham um casamento real e feliz! os nobres projetam coisas nobres.

"UM CASAMENTO CENTRADO EM CRISTO É UM CASAMENTO QUE DURA A VIDA TODA"

Muitos propósitos há no coração do homem, porém o conselho do SENHOR permanecerá. [Provérbios 19:21]



Postado por Telma Coroquer às 21:35

O sangue que fala

Posted: 14 Sep 2016 02:32 AM PDT




Isaías 53:7 "Ele foi oprimido e afligido, mas não abriu a sua boca; como um cordeiro foi levado ao matadouro, e como a ovelha muda perante os seus tosquiadores, assim ele não abriu a sua boca".

INTRODUÇÃO

A cruz do calvário é o ápice do projeto de Salvação formulado por Deus. O Cordeiro de Deus substituiria as ovelhas perdidas mencionadas no versículo anterior. 

Sobre os ombros do Salvador estava o peso do pecado de toda humanidade, incluindo-se a desobediência de Adão, o homicídio praticado por Caim e todas as demais atrocidadades culposas e dolosas praticadas pelo ser humano.

Todas as acusações e todos os castigos que trariam a culpa e a condenação - que se opõem à paz e à absolvição -  estavam sobre Ele. 

DESENVOLVIMENTO

Como advogado fiel que é, muitos esperavam que Ele abrisse a boca. Um dos ladrões ao seu lado o instou: "Desce e livra-te a ti e a nós!". O Cordeiro, contudo, não abriu a sua boca para se defender. Quando proferiu algumas palavras, o fez para nos inocentar. O bom Pastor preferiu morrer como ovelha.

Jesus não precisou abrir sua boca naquele momento, pois ali estava sendo produzida a prova da inocência dos filhos de Deus. O sangue falava por si só! 

CONCLUSÃO

A voz altissonante do sangue de Cristo continua a ecoar. Fala mais alto que qualquer acusação do inimigo. Eis a "voz de muitas águas", descrita no Apocalipse. O Sangue de              Jesus produziu não o som de um argumento racional, mas a prova que fundamenta peremptoriamente a nossa fé.

Às vezes, oramos e não percebemos o imediato agir de Deus. O silêncio aparente não significa, contudo, que Ele está inerte. Jesus esteve em silêncio na cruz, mas o Sangue dele era a maior resposta ao pecador. Nada fala mais alto que este Sangue poderoso!

Iuri Daniel
Mogi das Cruzes/SP

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